Por Nelson Luiz Pereira_conselheiro editorial do OCP

 

Abrandada a turbulência acerca das origens e eficácias das vacinas contra a Covid-19, agora a atenção e preocupação se voltam para a escassez.

Entretanto, é natural que o processo inicial de imunização envolva desafios logísticos de toda ordem. Também é inevitável o surgimento de novas dúvidas, bem como, a revelação de novas respostas ao longo dessa caminhada.

A certeza imediata, é a necessidade de correr contra o tempo e intensificar a imunização de acordo com a disponibilidade e prioridade. Paralelamente, ajustes e adaptações importantes devem seguir o fluxo desse combate contra a pandemia, tanto por parte do poder público, quanto da sociedade civil.

O momento pede eficiência e eficácia no programa nacional de imunização e, concomitantemente, a desconstrução da onda de fake news e teorias conspiratórias contra a vacina. Respeitando a decisão de cada cidadão, é preciso ressaltar que saúde pública é coisa séria, e deve estar acima de ideologias e retóricas extremistas infundadas.

A realidade de Jaraguá do Sul, tem revelado que há organização, capacitação e estrutura adequada para vacinação de grande parte da população em curto espaço de tempo. O gargalo limitador, entretanto, é a disponibilidade do medicamento.

Espera-se celeridade na produção e liberação de vacinas para os próximos meses. Os volumes de suprimentos que chegam aos municípios ainda se mostram baixos. No entanto, o Butantan e a Fiocruz, estão em fase de produção de cerca de 200 milhões de doses a serem distribuídas durante 2021.

Pesquisas dão conta de que 70% dos brasileiros estão dispostos a se imunizar. Até o final do ano, um grande contingente estará imunizado. Enquanto isso, os protocolos de cuidados estabelecidos pelas autoridades sanitárias, devem continuar sendo obedecidos.