Por Nelson Luiz Pereira_conselheiro editorial do OCP

 

Novas restrições pautarão a vida em sociedade pelos próximos dias, por conta do acirramento de contaminação do novo coronavírus.

As incógnitas dessa complexa equação de sobrevivência, vão se revelando vagarosamente, comprovando que apenas duas variáveis permitirão chegar à resolução: celeridade na massificação da vacina; e muita colaboração social.

É preciso considerar que num país das dimensões do Brasil, a imunização em massa poderá demandar todo o ano de 2021 e avançar, inclusive, 2022.

Soma-se a isso, o fato de sermos um país tropical, onde o Carnaval e praias estão fortemente inseridos na cultura popular, mobilizando as massas.

Em que pese o momento de instabilidade e apreensão, sustentamos a ideia de que a vida e os negócios podem, e devem, seguir seus cursos, mas de forma racional, cumprindo-se, com rigor, as determinações dos decretos.

Portanto, essa equação não poderá ser resolvida unilateralmente. É preciso juntar forças. A saúde é muito valiosa para pô-la em risco, e a vida, um bem muito precioso para não merecer proteção.

Então, o momento exige senso de coletividade por parte dos cidadãos e, no tocante ao poder público, espera-se fiscalização, celeridade e assertividade nas ações e gestão dos recursos.

O colapso da saúde é um risco iminente em nosso estado, mas que poderá ser revertido com atitude pró ativa de cada cidadão em cuidar de si e dos outros.

Recomenda-se agora, mobilização, mas que seja em trocas de experiências positivas. Adoção e compartilhamento de boas práticas por parte dos cidadãos, entidades, escolas, empresas, em conduzir suas vidas e negócios.

A disseminação dessas boas práticas e atitudes, seria um poderoso antídoto no combate à pandemia.