Os cigarros eletrônicos foram introduzidos no comércio como uma alternativa para os cigarros convencionais. O que é um engodo, já que o tabagismo também mata. O fato é que, por conta desse argumento, fundamentado em falácia marketeira, o uso do cigarro eletrônico se massificou, notadamente, entre os jovens.

Basicamente, esse nocivo produto é composto de uma lâmpada de LED, um microprocessador, uma minúscula bateria, sensor, atomizador e um cartucho de nicotina líquida. O líquido é aquecido e produz o vapor inalado pelo usuário. Obviamente, se pode misturar a essa nicotina líquida, outras substâncias tóxicas ilícitas.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, o cigarro eletrônico pode causar sérias infecções pulmonares, além de câncer e acidente vascular cerebral (AVC). Chumbo, cromo e ferro são alguns dos elementos cancerígenos presentes nesse vapor. Entendendo como uma questão de saúde pública, o Estado está agindo no sentido de banir essa prática e comércio.

Jaraguá do Sul também está mobilizada nessa missão. Atendendo a uma solicitação do Ministério Público (MP), por meio do Centro de Apoio Operacional do Consumidor, Vigilância Sanitária, Procon e Polícia Civil, deflagrou-se na quinta-feira (7), uma operação visando coibir o comércio ilícito do cigarro eletrônico.

Vale salientar que essa prática comercial está proibida no Brasil desde 2009 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme resolução nº 46 de 28 de agosto de 2009.

Ademais, cumpre alertar que quem importa, exporta ou revende cigarros eletrônicos e similares no Brasil, comete crime de contrabando, previsto no Artigo 334-A do Código Penal, com pena de reclusão de dois a cinco anos.