Pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da própria ONU apontam que cerca de 15% da população mundial (mais de 1 bilhão) possui algum tipo de deficiência (física, sensorial, intelectual ou psicossocial). Desse contingente, 80% pertencem a países pobres e em desenvolvimento. Deduz-se, então, que muitas das deficiências poderiam ser prevenidas, ou mais dignamente tratadas, mas isso acaba não acontecendo por falta de recursos, conhecimento e educação.

É notório que ao longo da história da humanidade crenças e valores culturais têm estigmatizado as pessoas com deficiência. Verificou-se certa evolução ao se adentrar o século 21, com o advento dos tratados e convenções da ONU estabelecendo um novo paradigma dos direitos humanos, orientado para o exercício pleno das liberdades fundamentais e da cidadania, em particular, das pessoas com deficiência.

Todavia, vilões modernos resistem ao tempo, quais sejam: i) a dissimulada segregação de portadores por conta do fator econômico; ii) a explícita limitação da inclusão, fruto da reinante ausência do Estado; e iii) a ignorância social sobre o tema. Por isso, lamentavelmente, algumas sociedades contemporâneas ainda se mantêm presas ao passado.

Entretanto, há exemplos inovadores que merecem ser enaltecidos, por instigarem a reflexão sobre a dimensão da deficiência, além de conscientizar a sociedade acerca da igualdade de oportunidades, da garantia de direitos, da inclusão, dignidade e cidadania.

Um desses exemplos é a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Jaraguá do Sul, que deu um salto de inovação e avanço, ao viabilizar um ambiente especial denominado “Snoezelen,” cuja metodologia de aprendizado, trabalha todos os sentidos do corpo humano, a partir de luzes, sons e cores. Isso faz com que a Apae de Jaraguá do Sul, seja uma referência em Santa Catarina neste modelo de trabalho.