A missão de pai é tão ampla e profunda, que vai desde dar amor incondicional, até dar a vida. Cumprir essa desafiadora missão é caminhar na constante busca da imaginária e inatingível medida correta em relação aos filhos.

E como estas medidas não são cartesianas, todo pai se vê impregnado de angustiantes e reinantes dúvidas. Vive desafiado pelas dosagens proporcionais. Quantos presentes dará, ou quanto se dará de presente; quanto corrigirá e punirá os erros, ou quanto os ensinará a refletir.

Um pai não tem a dimensão ideal do quanto os vestirá e alimentará, ou o quanto os nutrirá a personalidade e o caráter; quanto os treinará para o mercado e a competitividade, e quanto os educará para a vida; Ele também desconhece o quanto os moldará de acordo com a sua própria estampa, ou o quanto os respeitará a individualidade.

Um pai não tem a bússola do quanto os imporá a direção, ou o quanto os mostrará o caminho; o quanto garantirá a segurança e proteção, ou o quanto os proporcionará liberdade, os ensinando a voar. O fato é que não há manual de instrução, tampouco, medida 100% assertiva.

Então, paternidade ativa é ter consciência das proporções atinentes aos filhos. Ela não pode ser tarefa, tem que ser missão com plenitude. E se parecer fácil, é porque estará sendo negligente. Paternidade ativa requer sabedoria em buscar o equilíbrio nas dimensões profissional, social e familiar.

A realidade muito nos mostra que no modelo de ‘sociedade da pressa’ que vivemos, há o pai que participa sem se envolver, bem como, o que está perto sem estar presente. A sublime missão de ser pai, se manifesta na harmonia entre a intuição, a razão e a emoção.

O Editorial OCP deste fim de semana, representa um fraternal abraço compartilhado a todos os pais, com desejos de felicidades e longa vida.