Não é de hoje que a inovação vem sendo um assunto de destaque e uma grande tendência de negócios para empresas de todos os portes e ramos de atuação, sendo que os investimentos nesta área podem se tornar essenciais para que se mantenham ativas e competitivas no mercado.

Por este motivo, a inovação está cada vez mais está presente nos planos estratégicos das empresas. Neste cenário, aportes financeiros e esforços em P&D e desenvolvimento corporativo ganharam muito destaque. Por outro lado, não há como negar que a criação de novos produtos e serviços atualmente possui grandes protagonistas: as chamadas startups.

Com isso, visando complementar investimentos estratégicos em inovação, trazer melhorias operacionais, estruturais e tecnológicas, as grandes empresas vêm adotando o Corporate Venture Capital (CVC), ou seja, a criação de fundos específicos para investimentos em startups.

O principal objetivo destes fundos de CVC são os benefícios estratégicos para as empresas, já que a aposta é que forneçam acesso às novas tecnologias e modelos de negócios transformadores e disruptivos.

Assim, apesar de os resultados serem inicialmente incertos, os investimentos em CVC possuem um potencial impacto acelerador e transformador nas corporações, sendo que, em geral, os principais objetivos das empresas nem sempre são os retornos puramente financeiros, mas sim estratégicos, para antecipar-se aos movimentos do mercado, fortalecer e expandir seu negócio.

Um estudo realizado pela plataforma de inovação aberta denominada “Distrito” aponta que nos sete primeiros meses de 2021, o volume de aportes em fundos de CVC no Brasil chegou a US$ 622 milhões, valor três vezes maior aos investimentos realizados no ano de 2020 nesta modalidade.

Já sob a ótica das startups, além de serem uma fonte de recursos, os fundos CVC podem ser considerados parcerias chaves para criação de relacionamentos, networking e uma fonte de acesso à experiência, conhecimento técnico, clientes diversificados e parcerias para impulsionar a criação e desenvolvimento de projetos.

Não se pode ignorar que a sinergia entre empresas sólidas e as startups podem ser uma receita para a criação de tecnologias e oportunidades de maneira ágil e vantajosa. Certo é que, atualmente, para manter-se competitivo é preciso estar atento às transformações, movimentos e tendências e, além de tudo, apostar no futuro e na sustentabilidade do negócio.

Texto elaborado pelo advogado Ricardo Luis Mayer, sócio fundador da MMD Advogados. Atua nas áreas de Direito empresarial, trabalhista e societário. É graduado em Direito pela Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI, com especializações em Direito Empresarial e Direito do Trabalho.