Em algum momento, todos nós precisamos nos reinventar. Para os nossos negócios, isto não seria diferente. O desafio é conseguir identificar o timing para se atualizar, afinal, não se trata de inovação ou pioneirismo quando algo já foi implantado pela concorrência.

A reinvenção não necessariamente se trata de criar a “roda”, mas sim utilizar daquilo que já dispomos, como ferramenta para alavancar a inovação no seu segmento de mercado.

Uma dica importante que pode facilitar o desafio é, antes de tudo, saber quais são os pontos fracos do negócio para, a partir de então, criar um plano de reestruturação e alternativas para desenvolvê-los.

Falta de engajamento de colaboradores? Avalie o motivo e pense na forma que pode aumentar o envolvimento. O lucro estagnou?

Está na hora de rever as despesas e balanços e quem sabe, reavaliar processos. A rotatividade de colabores e clientes aumentaram? Talvez, implementar um mecanismo de fidelização seja a solução. Processos lentos e ineficiência? Pense na possibilidade de investir na tecnologia para suprimir etapas ou mecanizar a mão de obra.

Se os processos e métodos que eram realizados há 10, 15 anos ou mais, continuam sendo executados atualmente, provavelmente a concorrência está à frente e a tendência é perder mercado e aumentar as dificuldades.

Isto porque, tudo e todos estão em constante transformação. Economia, ramo do negócio, perfil do cliente, tecnologia, não se trata de um capricho, mas uma questão de sobrevivência.

E o fato de colocar no radar ou, melhor, de criar uma rotina de avaliação sob esse prisma, de inovação ou reestruturação, não significa uma modificação da essência do negócio, mas sim de recolocar a empresa nos trilhos (back to business).

Na realidade, a longevidade do negócio tem muito a ver com a definição de ser sustentável, isto é, atender as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de suprimento das próximas gerações.

Portanto, a conclusão que se chega é que não existe um tempo ideal ou perfeito para se reinventar, o desafio é diário. Fazer com que o serviço ou o produto não caia no esquecimento, não se torne obsoleto e esteja sempre em destaque é uma missão árdua, contudo essencial à prosperidade.

O ano de 2021 está aí, uma nova oportunidade de tornar o “promissor” em realidade.

Artigo elaborado pelo advogado Célio Dalcanale, inscrito na OAB/SC sob nº 9.970, graduado em Direito pela Universidade Regional de Blumenau – FURB e em Contabilidade pela Faculdade de Ciências Administrativas de Joinville. Pós-Graduado em Direito Processual Civil, Direito Empresarial e com MBA em Direito Tributário. Sócio da Mattos, Mayer, Dalcanale & Advogados Associados. Atua nas áreas de Direito Empresarial, Direito Societário e Direito Tributário. Expert em planejamento sucessório, tributário e patrimonial de bens de sócios e diretores de empresas.