O início do ano de 2018 apresentou alguns aspectos positivos da recuperação econômica do país, por conta do aumento das transações e operações de compra e venda de empresas no Brasil, que repercutiu até julho deste ano, acumulando 360 transações anunciadas, 3% maior que o mesmo período do ano passado, conforme levantamento feito pela PwC.

As fusões e aquisições, joint venture, cisões e incorporações representam operações significativas para as empresas que desejam acelerar seu crescimento e rentabilidade, aproveitar uma oportunidade de mercado, inovar e diversificar seu modelo de negócio, ou até mesmo superar um momento de crise.

Apesar deste crescimento, a atual situação política, econômica e financeira do país tem aumentado as incertezas de investimentos, e as operações de fusão e aquisição tiveram não apenas uma queda de volume nos últimos meses, mas também uma estagnação e paralisação das operações em curso, por conta da instabilidade da moeda e da insegurança do cenário eleitoral.

Para se ter uma ideia, no mês de agosto deste ano foram anunciadas 51 transações, 11% menos que o mesmo período do ano passado, quando foram anunciadas 57 transações, conforme demonstra levantamento realizado pela PwC, que considerou as maiores e mais relevantes operações de aquisição de participações societárias, joint venture, fusão, incorporação e cisão de empresas.

Os setores com alta de investimentos foram de TI (tecnologia de informação), que consolidou-se com a maior quantidade de investimentos, e o setor financeiro, que representou um aumento de 10% em relação a 2017. A região Sul, por sua vez, tem liderado a segunda posição no ranking de investimentos, e até o mês de agosto apresentou 13% dos investimentos realizados, ficando apenas atrás da região Sudeste, com 68%.

Apesar do cenário atual, a tendência é que as fusões e aquisições voltem a se movimentar nas próximas semanas, e devem acelerar o mercado após a definição do pleito eleitoral, caso permaneça o viés que se apresenta, inclusive diante das expectativas de pleno crescimento para os próximos anos, que permitirá maior segurança na tomada de decisões pelos investidores.

Artigo elaborado pela advogada Daniele Janssen, inscrita na OAB/SC sob o n.º 45.800. Pós-graduanda em Direito Societário pelo INSPER-SP. Atua nas áreas de Direito Societário, Reorganização e Planejamento Societário, Sucessório e Proteção Patrimonial na Mattos, Mayer, Dalcanale & Advogados Associados.