Em 2019, como você reagiria ao ver alguém caminhando na sua direção com uma máscara de proteção? Provavelmente acharia atípico. Hoje, vivemos exatamente o oposto, é a ausência que provocaria o choque.

Outras situações tidas como absolutamente corriqueira até o ano passado - como abraços e muitas pessoas reunidas fisicamente -, entraram no repertório de pontos de atenção. Normal, não? É o “novo normal”, que tanto se fala ultimamente. Em poucos meses, ressignificamos a maioria dos nossos comportamentos.

A prática de home office foi intensificada, o entretenimento ficou ainda mais digital e um amplo repertório de cuidados de higiene foi agregado ao nosso cotidiano. Nossos dias são repletos de reuniões on-line, lives, vídeo chamadas e até exercícios físicos transmitidos via smartphones.

O “novo normal” está acelerando a digitalização das nossas atividades e, com isso, surge uma grande necessidade do desenvolvimento de competências, potencializada pela situação atual. Mas vale a pena. A digitalização traz ganhos em termos de eficiência da operação e agilidade da comunicação.

Há economia de recursos financeiros e de tempo de deslocamentos, além do maior potencial para reunir as pessoas. Vivenciamos isso na nossa própria instituição, onde percebemos o aprimoramento da nossa comunicação interna.

A educação também passa por profundas transformações. Houve uma aceleração de tendências no ensino que já estavam em curso, como digitalização, flexibilidade nas modalidades e adoção de formatos híbridos, a exemplo do on-line combinado com presencial e EAD (Ensino a Distância).

As modalidades digitais de ensino têm potencial. Permitem maior alcance geográfico para os que não moram próximos de instituições de ensino, além de personificação e flexibilização, com a possibilidade de adequar os horários das aulas à rotina.

Compras on-line, por exemplo, vinham naturalmente em uma tendência de crescimento. O nosso curso tecnólogo em Varejo, lançando no início deste ano em parceria com a CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas), já acompanhava esse movimento.

Com uma economia em tendência para reduzir a dependência externa, trabalhamos também para amplificar a internacionalização do nosso currículo. Temos diversos programas de bolsas no exterior para nossos acadêmicos estarem capacitados a entender a realidade global. De uma forma geral, nossos conteúdos programáticos passam por transformações constantes, focadas na adequação aos novos cenários.

Tivemos uma resposta surpreendente a este novo normal, pois nossa equipe é muito especial. Um time coeso que, mesmo à distância, mantém a proximidade e a prática de trabalhar em grupo. Conseguimos fazer a virada do meio físico para o meio eletrônico no administrativo de um dia para o outro, com 100% dos colaboradores migrando para o home office.

As aulas foram migradas em uma semana, mantendo um bom nível de qualidade. Tivemos a confirmação da grande capacidade que temos de reação e de nos reinventarmos.

A atitude de cada um faz toda a diferença. Tanto é que um dos pilares da nossa educação em todos os cursos é o das soft skills, por meio do qual já vínhamos trabalhando aspectos como resiliência, autonomia, autoconhecimento e empreendedorismo.

Essas competências socioemocionais são ainda mais necessárias aos profissionais no cenário atual de relações trabalhistas alteradas, nos quais que não há a presença “física” de gestores e o autogerenciamento é essencial.

Estamos prontos para os novos desafios, certos de que certas coisas são imutáveis: será sempre um grande diferencial ter uma formação, que além da excelência nos conhecimentos técnicos, propicie a lapidação da inteligência emocional.