Prof. Diogo Benke | Reitor da Católica - SC
Prof. Diogo Benke | Reitor da Católica - SC

Hoje comemoramos uma data muito especial. Celebramos a existência daquele que possibilitou até mesmo que você pudesse, neste momento, ler essas palavras aqui.

Nesta quinta-feira, 15 de outubro, é Dia do Professor, profissional fundamental para a excelência das instituições de ensino.

Neste ano desafiador, em especial, eles desempenharam papel fundamental na adaptação das aulas e dos alunos à nova realidade. Demonstraram dominar a imprescindível capacidade de adaptar-se às mudanças. E não são poucas mudanças.

Nos tempos atuais de digitalização, os estudantes possuem acesso facilitado às informações, que normalmente constituem conhecimentos a serem estudados em seus cursos. O professor não é mais a fonte de consulta dos conhecimentos.

O verdadeiro papel é de mediar as relações dos alunos com o conhecimento, para que saibam se perguntar e encontrar respostas para os problemas comuns às áreas de formação escolhida.

As exigências para lecionar no ensino superior iniciam com a obrigatoriedade de titulação, especialistas em menor número, e ênfase em mestres e doutores. Mas o ciclo aprende, ensina e aprende é permanente.

A rotina do professor exige planejamento contínuo, entender como se ensina e como o aluno aprende. Não há espaço para ações isoladas ou improvisadas.

Além disso, é fundamental que o professor fale de modo compreensível, simples, com exemplos práticos sobre a sua área para promover situações de aprendizagem. Essas multitarefas exigem equilíbrio emocional. Aliás, tornamo-nos humanos pelos humanos, portanto não se pode falar em educação sem emoção.

O processo de ensinar é guiado pelos valores que guiam o professor e a instituição para a qual ele trabalha. Saber lidar com as próprias emoções é essencial a todo profissional. Ao professor, em especial, é fundamental, por se tratar de um processo essencialmente relacional.

É preciso ter empatia, cuidado com a aprendizagem, interação, metodologias que permitam colocar a “mão na massa”, comprometimento e encantamento pela docência.

Há 47 anos, a Católica de Santa Catarina prima por todos esses aspectos e, por isso, contribui de forma relevante na formação dos estudantes. Nosso quadro docente é formado por mais de 200 profissionais. Desses, cerca de 50% são homens e 50%, mulheres. Mais de 50 atuam como pesquisadores; 29, como coordenadores; e dois, como vice-reitores.

Enquanto muitos negócios lutam contra os índices de alto turnover, temos o privilégio de celebrar vínculos significativos e duradouros. Como, por exemplo, o que temos com os dois professores que possuem maior tempo de casa: Achilles Santos Silva Junior, ligado à Escola de Negócios, e Renato Zanandrea, da Escola Politécnica e Núcleo de Educação a Distância.

Eles e seus colegas são profissionais diferenciados, com vasta experiência profissional. Esses vínculos dão certo, pois começam certo. Priorizamos um processo de seleção de professores com comprovada experiência profissional e de docência.

O currículum lattes do candidato é um critério importante, além de ser submetido a outras etapas que contribuem para a melhor seleção de profissionais, alinhados com a missão institucional. Feita a seleção, o acompanhamento é constante.

Mantemos um programa de formação continuada, implementado a partir do delineamento de metas e ações pedagógicas, subdividindo-se nos projetos de integração docente e formação continuada e em serviço.

Temos a preocupação de não só dar suporte aos que iniciam, mas apoio permanente aos desafios do processo de ensino e de aprendizagem.

O resultado de tudo isso é a sinergia com os valores institucionais, como comprometimento, solidariedade, efetividade, amor ao trabalho, espiritualidade, simplicidade, presença, espírito de família e interculturalidade. E assim são os nossos professores. Formam um timaço! Parabéns e muito obrigado!