A cirurgia de joelho teve início em 1920, quando um equipamento de ótica rudimentar foi introduzido no joelho pelo japonês Kenii Takagi, realizando a primeira artroscopia de joelho. Daquela época, muito se evoluiu nesta cirurgia.

As lesões de menisco são muito comuns e estudos comprovaram que, mesmo joelhos sem sintomas, apresentam lesões de menisco na ressonância nuclear magnética. Essas cartilagens têm como função principal absorver impacto no joelho.

As lesões do menisco podem ter origem traumática, como no futebol ou qualquer outro esporte, ou mesmo em casa, com um entorse. As lesões também podem ser degenerativas, ou seja, o menisco pode gastar e mesmo sem trauma pode começar a romper e doer.

Os sintomas mais comuns são travamento do joelho, edema, estalos. A cirurgia artroscópica é indicada para casos de lesões de menisco que não melhoraram com os processos de fisioterapia e ou infiltração no joelho. Uma vez que o tratamento não cirúrgico falha, a cirurgia é indicada.

Pode ser feita a ressecção, reparação ou sutura do menisco. Antigamente, o procedimento padrão era a ressecção aberta do menisco. Com os novos estudos e a verificação da importância na lubrificação e absorção de impacto, os meniscos foram cada vez sendo menos ressecados.

Na década de 1990, com o aprimoramento das técnicas, a cartilagem começou a ser reparada. Apenas pequenos fragmentos dela são retirados. Mais recentemente, com o aprimoramento dos materiais de sutura de menisco, passou a ser suturado com mais frequência. Mas, nem todos os meniscos podem ser suturados, existe uma indicação precisa para tal.

Para pacientes com lesões muito crônicas ou lesões por desgaste, a sutura quase não tem indicação. É mais utilizada em lesões agudas e em pacientes mais jovens que têm uma lesão mais periférica e bem vascularizada do menisco. A cirurgia de vídeo também apresenta riscos. Converse com o seu médico a respeito.

Sobre Daniel Antonio Wulff - CRM 8535 - Médico dos atletas e pós graduado em cirurgia de joelho e quadril.