“Quem não tem tradição não tem futuro", essa é a frase que norteia a coluna dessa semana do clube Baependi.

A tecnologia nos trouxe muitos benefícios, mas, infelizmente, junto com eles muitos ritos e costumes foram se perdendo de geração em geração. No Clube Atlético Baependi (CAB), sem perder de mira a evolução, sempre buscamos valorizar a família e manter as tradições, relembrando nossos antepassados através de eventos que nos levam a um tempo nostálgico onde não existia celular e nem internet.

Um exemplo são  as festividades do Espírito Santo que acontecem todos os anos,  50 dias após a Páscoa. E este ano não foi diferente, pois em abril iniciamos as festividades com o torneio de futebol, passando por todas as modalidades esportivas, elegendo os Reis e Rainhas do tiro ao alvo e do bolão,  culminando no grande evento que aconteceu no sábado, dia 8 de junho.

Acontecimento este, onde os sócios desfilaram pelas ruas de Jaraguá do Sul e em seguida já dentro do Clube Baependi assistiram à disputa de Rei dos Reis nas modalidades carabina 22, carabina ar-seta e carabina chumbinho. Em seguida, foi oferecido um grande jantar comemorativo. O baile encerrou esse dia glorioso.

Após esse belíssimo evento, ficamos com o sentimento de que muitos jovens não participam por não conhecerem a tradição que originou esta festividade e resolvemos contar um pouco mais da história para que os mais velhos possam relembrar o passado, e os jovens conheçam sua história e tenham honra em participar, dando continuidade.

As festividades do Espírito Santo têm seus primeiros relatos por volta de 1930, as quais já aconteciam 50 dias após a Páscoa. Originalmente se chamavam “Schutzenfest”, passando a se chamar festa do Espirito Santo anos depois.

Desde essa data, os colonos se reuniam e usavam o feriado religioso para realizarem suas festividades. Eles se concentravam na sociedade e iam buscar o Rei na sua casa e apresentá-lo ao público.

Os Reis e Cavalheiros deveriam receber os membros das sociedades e organizar a comemoração em suas residências, nas quais praticavam os torneios de tiro e o ganhador se consagrava “Rei do Tiro ao Alvo”.

De lá para cá muita coisa mudou. Além dos Reis de Tiro também foram inseridos os Reis do bolão. Já na década de 70 surgiram as Rainhas do tiro ao alvo e bolão. Enquanto que em 1989 surgiu a  nova “Schutzenfest”, onde as sociedades que promoviam a festa indicavam uma mulher para representá-las durante o evento - em um concurso que selecionaria a Rainha de todas as sociedades.

E graças a isso, o clube Baependi começou a selecionar mulheres para serem Rainhas e Princesas do clube, a fim de nos representarem na “Schutzenfest” e em eventos similares.

A primeira vez que o clube Baependi venceu foi em 1989, conseguindo consagrar a 1° Princesa. E só em 1998 conseguimos, pela primeira vez, o feito da nossa rainha se tornar a rainha de todas as sociedades.

Através dessa viagem no tempo conseguimos entender a importância da celebração dessa data junto aos nossos familiares, e o motivo de mantermos essa tradição tão antiga.

Para saber mais de toda essa história, o Baependi presenteia seus sócios com um livro contando toda a história de como surgiu o clube e sua tradição centenária.

Mario Marangoni
Diretor de Tiro