Atualmente e cada vez mais, os professores se comunicarão por meio de plataformas de tecnologia. Muito mais do que saber como usar estes meios, é preciso que entendam o que cada um deles representa. A tecnologia não é mais algo que faz parte do processo formativo. Ela é o próprio processo.

Neste contexto, o professor precisa entender que sempre será o foco central do desenvolvimento. No entanto, seu papel será o de articulador de toda a base de conhecimentos a ser repassada. Um bom professor precisa saber motivar o estudante e conseguir mostrar a ele quais conhecimentos são indispensáveis.

Deve entender que o conteúdo repassado tem sempre que explorar a criticidade do aluno. Não, não é errado que um estudante questione o conhecimento trazido para a sala de aula. Afinal, é ou não é um dos principais papeis da educação a formação de pessoas com forte senso crítico?

Seguindo esta lógica, podemos afirmar que o professor passa a ser um gestor do conhecimento. O que, a meu ver, é um papel com muito mais relevância do que o do professor das décadas passadas. Até então, os professores que conseguiam passar o conhecimento de forma cartesiana eram considerados bons.

Atualmente, com o volume de informações e a entrada de tantas metodologias de ensino e recursos tecnológicos, o bom professor é o que faz com que o conteúdo seja relevante para esse público. É ele que irá costurar as informações e abrir espaço para que o estudante possa participar mais da própria aprendizagem.

Para isso, como em qualquer profissão, precisará estar em franco desenvolvimento. Fazer cursos de aperfeiçoamento e participar de fóruns sobre tecnologias é uma das possibilidades.

No entanto, tão importante quando estes primeiros movimentos, os professores precisão focar em entender quem são seus alunos, como se comunicam, como aprendem e como podem ser motivados. Para isso, somente convivendo, no meio deles, de forma atenta e verdadeira.

É por meio da observação, portanto, que o mestre irá conhecer melhor seu público e pensar em estratégias para formá-lo para o futuro. A antiga postura do professor detentor de toda a sabedoria, que fica distante do estudante e não considera sua opinião, não existe mais e não terá espaço no futuro.

E aqui estamos abrindo caminho para um aluno questionador, crítico e atento ao seu destino e à sua carreira. Nada tem a ver com indisciplina ou falta de educação, que fique claro. O novo estudante é um curioso. Ele quer saber, mas já traz alguns conhecimentos de fora, de sua vivência. É exatamente isso que ele irá questionar e ajudar a agregar nas aulas.

Notamos, há algum tempo, uma grande mudança na postura e atitude do estudante em sala de aula e sua relação com o ensino. Estas modificações são significativas e nos mostram o perfil desta geração, que é muito rápida em tudo o que faz.

No entanto, às vezes, peca pelo excesso de celeridade e deixa detalhes importantes de lado. Para o processo de ensino e aprendizagem, essa é uma armadilha perigosa que pode prejudicar enormemente o desenvolvimento.

Por outro lado, esses estudantes têm um compromisso muito grande com a própria felicidade e bem-estar. Ou seja, as aulas precisam ter significado para a vida e não somente para a sua futura profissão. Eles buscam propósito, querem que as coisas que estão vendo em sala façam sentido em suas vidas.

Quebrar barreiras e parar de pensar que “esta nova geração é complicada”, são os primeiros passos para o profissional que quer embarcar nesta nova jornada da educação.

Afinal, este tipo de reflexão é recorrente, nossos avós pensavam isso de nossos pais, e nossos pais de nossa geração e será assim para todo o sempre. Portanto, um bom movimento é se despir de barreiras e se aproximar destes jovens.