Há cerca de 566 anos, o primeiro livro impresso no que poderíamos chamar hoje de escala industrial foi finalizado: a Bíblia de Gutenberg. A inovação teve sua viabilização pelas mãos do ferreiro e editor alemão Johannes Gutenberg. O mecanismo desenvolvido por ele permitia a impressão de muitas cópias do mesmo texto com rapidez.

Era dado nesse instante um passo sui generis para o avanço da disseminação do conhecimento de maneira mais acelerada para toda humanidade. Foi a partir dos tipos móveis de chumbo, adaptação das prensas de uva e de incontáveis testes com tintas que Gutenberg criou condições para a impressão de livros em massa.

Nesta sexta-feira, dia 29 de outubro, comemoramos o Dia Nacional do Livro, uma data que rememora a incontestável importância desse instrumento de ampliação dos horizontes da nossa sociedade. A leitura traz consigo não apenas conhecimentos das diversas áreas do saber como a biologia, matemática, história e tantas outras. Ela também é fonte de lazer, estimulando conhecer outros mundos a partir de romances, ficções ou poemas.

Desde a mais tenra idade, a leitura pode estimular a criatividade e o desejo pelo saber. Afirmo com segurança, porque me considero parte dessa estatística. Assim que aprendi a ler, não consegui mais parar. Acredito que influenciado pelo meu pai, que sempre foi um leitor inveterado. Quando criança, além dos livros que emprestava na escola, como aqueles da Coleção Vaga-Lume (se você é da minha época, vai lembrar), adorava ler gibis, encantado pelas cores e histórias que a fantasia desses pequenos livros traziam.

Agora como pai, lembro como se fosse hoje as várias noites em que meus filhos e eu entrávamos no mundo da imaginação a partir de livros infantis. Como eles ainda não conseguiam ler por conta própria, minha esposa e eu sempre fizemos questão de proporcionar momentos em que as maravilhas das histórias eram compartilhadas em família. Hoje em dia, tenho em casa dois leitores que sempre que estão próximos a uma livraria ou feira do livro não conseguem passar sem entrar para escolher alguma obra.

Ler é também um ato de libertação e rebeldia. A partir da leitura, você começa a construir seus próprios posicionamentos acerca da realidade e elaborar opiniões, sem necessariamente apenas reproduzir os pensamentos das pessoas que o cercam ou o que as mídias apresentam. Falo aqui de leitura ampla, aquela em que você lê mesmo textos que não concorda, pois trazem uma visão abrangente e impulsionam a revisão de paradigmas.

Mas o que vale a pena ser lido? Na minha opinião, praticamente tudo! Romances, livros técnicos, biografias, manuais e tudo mais que você tiver oportunidade. Se você gosta de biografias, sugiro a de Steve Jobs. Se quiser melhorar seu desempenho no trabalho, recomendo o conhecido “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes” e o também conhecido “SCRUM - A Arte de Fazer o Dobro do Trabalho na Metade do Tempo”. Por outro lado, se desejar entender um pouco mais como tomamos decisões, cito o meu livro predileto dos últimos tempos: “Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar”, de Daniel Kahneman.

Para encerrar, quero dizer que a leitura é um hábito muito fácil de se obter. Se quiser começar ainda hoje, que tal partir do uso de uma ferramenta que está sempre à sua mão? Seu smartphone é fonte inesgotável de livros digitais. Você pode ter aplicativos como, por exemplo, o conhecido Kindle, no qual é possível acessar uma biblioteca sem precedentes na palma da mão.

Quanto tempo você gasta no seu dia em redes sociais, assistindo séries ou programas de televisão? Deixo aqui meu desafio pessoal: comece hoje substituindo metade desse tempo pela leitura de um livro e deixe nos comentários quantas páginas conseguiu ler em uma semana. Boa leitura!

Palavra do reitor Cleiton Vaz Católica SC

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