O ex-deputado e candidato ao governo do Estado em 2018, Mauro Mariani (MDB), afirma que não é contra a realização das prévias internas do partido para definição de quem será o candidato ao governo do Estado pelo partido, mas diz que não seria o momento por dois motivos.

À Coluna Plenário, Mariani disse que a primeira razão seria a questão da pandemia – com mais de 3 mil morte por dia no País – e que não seria interessante ocorrer este tipo de seleção num momento em que todos estão focados na questão da pandemia.

Outro motivo, na opinião do ex-deputado, é que caso ocorram as prévias, programadas para agosto deste ano, pode haver um “racha” interno no MDB.

“Temos três nomes muito fortes à disposição [Antídio Lunelli, Dário Berger e Celso Maldaner] e seguindo com essa disputa interna podemos ter uma divisão entre os grupos que defendem cada candidato. Isso não é bom para o partido. Precisamos de união e não divisão”, acrescentou.

Segundo Mariani, antes de fazer a prévia com todos os filiados do MDB [187 mil] seria melhor fazer uma consulta à base do MDB e sobre a posição da executiva e inclusive definir se vai continuar apoiando o atual governo estadual.

“Se queremos assumir um protagonismo com uma candidatura própria, não podemos estar vinculados ao atual governo”, completou.

Nomes à disposição

O fato de assessorar o senador Dário, desde o começo deste mês, depois de ficar dois anos afastado da política, para Mariani não interfere na avaliação que ele faz dos outros dois nomes que aparecem com o nome à disposição do partido.

O ex-deputado diz que todos os nomes à disposição agora são fortes e têm potencial. Desviando o fato que correm nos bastidores de que ele não apoiaria a candidatura de Lunelli que seria o nome de renovação do partido.

Mariani diz ser amigo do Antídio e ter participado da filiação dele ao MDB, além de tê-lo apoiado quando foi candidato a prefeito. Sobre Dário destaca o fato dele ter sido quatro vezes prefeito e de sua atuação como senador. E por fim Maldaner, ele comenta que além de presidente da sigla no estado, tem um trabalho de 20 anos na política.