Em 2050, as pessoas acima de 65 anos representarão um terço da população do planeta e esse é o grupo mais suscetível a doenças neurológicas, como Alzheimer, Parkinson, AVC, escleroses, e pelas psiquiátricas como depressão e ansiedade.

Mesmo que alguns problemas ocorram, independentemente da idade, a projeção é que uma grande parte da população tenha alguma dessas doenças.

Quem passou por uma dessas patologias, convive ou conviveu com sequelas decorrente do quadro clínico e sabe o quanto é difícil se tornar dependente de algum familiar ou de bengalas, aparelho ortopédico e cadeira de rodas.

As limitações da sua independência doméstica e seu convívio social, muitas vezes, levam a uma frustração e um abandono do tratamento, sem ter sido atingido o máximo de possibilidades de se levar a vida com qualidade.

É preciso não deixar de acreditar que é possível recuperar sua independência. O processo decorrerá de forma positiva e muito mais rapidamente. Diagnóstico não é destino e existe vida após ele.

Todos sabem que a atividade física é primordial para levar uma vida saudável, mas o exercício físico supervisionado por profissional qualificado e realizado com segurança virou remédio e um forte aliado para o controle da evolução dos sintomas dessas patologias.

Em 2012, foi identificado um hormônio fabricado pelos músculos durante o exercício. Batizado de Irisina, que atua na regulação do metabolismo corporal e tem o potencial para reverter a perda de memória, uma das características do Alzheimer, é alvo de estudos por seu papel de socorro ao cérebro.

Pode estar aí uma das explicações do poder da atividade física, não só para a prevenção como para o tratamento de diversas doenças, principalmente as degenerativas. O Pilates e os exercícios funcionais são ótimas alternativas para colocar o corpo em ação.

Durante a prática dos exercícios, que necessitam de mais concentração e controle, ocorre mais produção, conservação e funcionamento das células nervosas. Parece mágica, mas é pura bioquímica.

O corpo se ajusta e se transforma quando está se exercitando. Tanto no Pilates como no Funcional, os treinamentos são com múltiplos estímulos, que trabalham o equilíbrio e a coordenação e atuam na região do cérebro que coordena e automatiza os movimentos.

Os exercícios de força são essenciais para aprimorar a marcha e aliviar a fadiga, deixando de lado o uso das bengalas com segurança. Também prepara o corpo dos usuários de cadeira de rodas, os dando mais autonomia e mobilidade.

Além de melhorar o abastecimento de sangue, oxigênio e nutrientes, a cabeça trabalha de forma mais ágil e se prepara para enfrentar as doenças neurodegenerativas, e também as doenças psiquiátricas. Alivia a tensão e promove uma rotina mais regular de sono.

Nada melhor do que o exercício para estimular a produção natural dos hormônios do bem. Os métodos Pilates e Funcional promovem diferentes experiências com restauração do máximo possível das capacidades físicas, psicológicas e sociais, com impacto direto na qualidade de vida.

Temos uma excelente ferramenta em nossas mãos para promover saúde e melhorar a funcionalidade destas pessoas que se tornam prisioneiras delas mesmas. Todos nós queremos envelhecer, mas chegar na velhice com qualidade de vida só depende de nós.

O momento é de começar a se movimentar, pois 47% dos brasileiros ainda são sedentários e quem se perde no conforto do sofá é o cérebro. Vença o sedentarismo e busque modalidades compatíveis a você, para as suas condições, para as suas limitações e que estas sejam personalizadas.

Busque manter uma vida ativa antes de qualquer desordem neurológica se manifestar. Mas se o dano aconteceu, existe vida após a doença e esta é a nossa missão.

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