Assim que me formei, me especializei em RPG e desenvolvi um olhar tão acurado que não podia ver uma postura errada que já queria corrigir. Minha visão era de estabilização e limitada nos livros que lia de reeducação postural, pois me diziam o que eu podia ou não fazer.

Com 1 ano de formada, fui fazer Pilates porque sentia dores na coluna. Fui contra minha vontade e sub julgando a técnica. Vivenciei no meu corpo o que o movimento poderia me proporcionar, sensações muito boas, mas também muito estranhas. Quando comecei a praticar o método, não me explicavam muito sobre o movimento que eu estava fazendo, apenas me davam a ordem especifica e eu obedecia. Me apaixonei pela técnica, era bom para meu corpo e queria saber mais sobre Pilates e me especializar no método.

Conheci a filosofia do criador Joseph Pilates, que nos anos 30, já acreditava que o movimento deve começar desde a infância. Uma de suas frases mais famosas e atual possível, diz que “primeiro eduque a criança” e complemento, para depois adulto continuar a se movimentar sem amarras.

Joe era um entusiasta e com um conhecimento incrível sobre o corpo humano para a época. Acreditava na cura pelo movimento, que para se ter saúde é necessário mover-se. Tirava o medo da cabeça das pessoas, ensinava a ter consciência sobre seus movimentos e autossuficiência para se moverem a fim de terem uma vida feliz e livre de lesões. Sentia no próprio corpo a evolução e a superação de cada movimento, era um exemplo a ser seguido. Batizou a técnica de Contrologia e a definiu como “

Uma completa coordenação entre a mente, o corpo e o espirito” que de acordo com os estudos atuais, esta conexão é a base para tudo. O seu maior objetivo era apenas que a humanidade se movimentasse e deixou legado para disseminar seus conhecimentos. Já se passaram mais de 16 anos desde a minha primeira experiência com o Pilates e continuo estudando e aprendendo a filosofia da musculatura equilibrada e controle muscular sem tensão.

O olhar minucioso continua aqui comigo, guiando o movimento na medida certa, mas sem amarras e receitas milagrosas como Joseph Pilates ensinou. Um gênio criador que deixou sua obra para continuarmos divulgando com sabedoria sua essência, sem modismos, sem medo e exageros. Tentando mostrar para a humanidade que o método não é alongamento, que ele não foi criado para “velhos” amarrarem seus sapatos. O método é um reencontro, de você, com você mesmo. Obrigada Joe por proporcionar a mim uma mente aberta e conectada.

Andreia Chiavini Movimento e Bem Estar

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