Se morrer é uma consequência da vida, podemos inferir que se arriscar a viver equivale a se arriscar a morrer. Eis um paradoxo existencial da humanidade, esperar pelo melhor e se preparar para o pior. Ela sempre esteve presente, nós é que só nos damos conta, quando vivenciamos essa experiência. E entre viver e morrer surge algo elementar para administrarmos, o tempo que temos entre esse período. Pois estarmos vivos é uma ocasião especial.

A vida é preciosa em todos os momentos, mesmo naqueles de grande dor. É a partir desses momentos que crescemos e podemos exercer a gratidão pelo privilégio de estarmos conectados com o propósito e o sentido da existência. Como diria Guimarães Rosa... “a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta, o que ela quer da gente é coragem”. Não é sobre não sentir medo ou sobre não sofrer, é sobre alimentar a coragem para vencê-los.

O mundo tenta nos colocar em caixinhas e silenciar os nossos corações e nós temos dois caminhos a seguir; aceitar o caminho natural ou transformar o caminho naquilo que acreditamos. Talvez precisamos encontrar forças necessárias para aceitar aquilo que não pode ser mudado, encontrar energia para agir naquilo que pode ser ajustado e principalmente a consciência e o discernimento de uma coisa ou outra. Talvez o autoconhecimento seja a chave principal para a libertação ou amenizar o sofrimento.

Quando descobrimos que o inimigo está dentro de nós, paramos de procurá-lo embaixo da cama. Porque sofremos pela morte e/ou pela ausência de vida. Porque na pratica a teoria é outra. Enquanto tivermos 1% de chance, teremos 99% de fé. E é nesse 1% que podemos ter a chance de construir a mais linda história. A morte é a oportunidade que temos para repensar o amor, o sentido da vida, a finitude e o caminho vivido até agora. Como é digno e confortante morrer lutando pela vida, pelos seus ideais, cercado de amor e a dor inerente, consolidando o próprio legado. Mais do que uma vida longa, é preciso ter uma vida completa. “A morte é tão certa de seu triunfo que nos dá uma vida de vantagem”. Morrer não é perder a luta. A Jornada terrena finda, mas o legado permanece.

Andreia Chiavini Movimento e Bem Estar

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