Se você pensar na sua infância, talvez você se lembre do que desejava para a sua vida, ser um astronauta ou ser uma cantora famosa. Tudo era possível e dentro do seu alcance. Mas quando nos tornamos adultos, perdemos a percepção, a perspectiva de que somos capazes e nos limitamos a indivíduos com pilhas de boletos para pagar, um trabalho que muitas vezes não nos traz realização e quilos extras que não conseguimos nos livrar. Nos tornamos insatisfeitos e esquecemos o fato importante da nossa infância, tudo é possível.

Nos sabotamos o tempo todo, temos a tendência de seguir caminhos mais fáceis, por duvidar de nós mesmos e a desistir na primeira dificuldade. Aprendemos a seguir as regras, a nos encaixar em um molde no qual os outros acreditam que devíamos caber, a aceitar e cooperar com aquilo que nos é imposto.

Deixamos que o mundo influencie nosso pensamento e até nos defina, nos levando a acreditar que não somos capazes. Permitimos que as crenças limitantes alheias influenciam e reprimam o que consideramos possível para nós. Nos tornamos conformistas. Fazemos o esforço suficiente para viver, passamos os dias no piloto automático, sem uma intenção clara do que realmente nós gostaríamos de alcançar.

No final das contas, apenas aceitamos, e muito menos do que realmente queremos e somos capazes de enfrentar. Quando vemos alguém superando algo, conseguindo fazer algo extraordinário, acreditamos que ele teve sorte, que é uma pessoa forte, capaz de se reinventar e ser resiliente o suficiente para superar. Talvez seja, e com certeza é; mas se uma pessoa consegue, todos nós conseguiremos, precisamos acreditar na nossa capacidade individual de fazer o esforço necessário até conseguir. Dá muito trabalho, não é fácil conseguir se livrar da zona de conforto que é aparentemente segura, pois o nosso cérebro nos limita, registrando tudo o que é novo em situações perigosas.

Imagine você receber um diagnóstico de uma doença grave, rara, com um prognóstico de 6 meses de vida. É claro que você vai se desesperar. Isso não está programado para a sua vida, você é jovem e tem muito para viver. Mas e depois, o que você faz com isso? É disso que estou falando. Tudo o que fazemos ou não fazemos, começa pelo cérebro. Ele nos permite a ter experiencias na vida, mas também nos atrapalha na criação da vida que desejamos. Não existe uma certeza absoluta sobre como serão seus próximos anos, mas existe a certeza de que eles serão exatamente como você direcionou que fossem.

Precisamos estar dispostos a falhar, aprender com os erros e tentar de novo, quantas vezes forem necessárias. Você não pode mudar a condição nesse momento, mas pode mudá-la daqui para frente. Substituir o medo pela fé. A fé em nós mesmos, a fé na nossa capacidade, a Fé em Deus, a fé da certeza que é possível. Mergulhar em qualquer adversidade por um período longo, desnecessário e pouco saudável, nos leva a cair de cabeça num buraco. Sinta as emoções negativas, mas use a regra dos 5 minutos. Chore, esperneie, desabafe, grite, reclame, soque a parede, faça o que te der vontade, tenha um tempo para sentir as emoções negativas, mas limite esse tempo.

Um diagnóstico, não define você, ele define o que você fará com os planos de sua vida. Vai desistir? Parece loucura, talvez seja, mas quando nos livramos do medo de seguir em frente, ou seguimos com medo mesmo, enfrentamos os conflitos internos e externos e entendemos que teremos obstáculos desafiadores o tempo todo em nossa vida, iremos aceitar que somos capazes de ir além de toda resistência e dor sentida naquele momento.

Criamos um espaço para concentrar toda a nossa energia e criar a melhor vida que pudesse imaginar, apesar de todas circunstancias. É possível. Isso não é negação, tudo acontece por um motivo, e é nossa responsabilidade decidir que motivo é esse. Aceitar, o passado, o presente e o futuro. Existem muitas possibilidades que muitas vezes não levamos em conta e podemos decidir quais possibilidades nos comprometemos a transformar em inevitáveis e nos tornarmos melhor do que já fomos. “Agora não é o fim, nem o começo do fim. Mas talvez seja o fim do começo”. É possível!

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