Essa semana eu estava conversando com uma pessoa e ela me garantiu que o Treinamento Funcional não era bom para condicionar o seu corpo. Com muita propriedade me relatou que havia feito por alguns meses e de forma muito segura descreveu que essa modalidade só trouxe dor na sua coluna.

Tentei explicar que essa não era uma verdade absoluta, por mais que uma técnica seja utilizada por diversos profissionais, cada um deles terá uma conduta própria. Utilizará de sua experiência, de sua bagagem de conhecimento, sua visão profissional, de sua capacidade de entender a necessidade de seu cliente, a metodologia usada, o envolvimento profissional, a qualificação, a excelência, a qualidade, enfim, são tantos fatores que influenciam no resultado final, que não é possível levar como uma via de regra a sua péssima experiência.

O método pode ser um único a ser utilizado, mas a forma como esse método será apresentado para você, dependerá exclusivamente do profissional que a utiliza e não podemos confundir o agir com o raciocinar. Mas como dizem, contra fatos não há argumentos e não seria a minha opinião, que faria mudá-la de pensamento, pois ela estava descrevendo a sua vivência, que infelizmente não foi positiva e, por isso, continuou seguindo mentalmente aprisionada no assunto.

Mas a maior reflexão nisso tudo não foi sobre a minha tentativa frustrada em mostrar o quanto nosso trabalho é desenvolvido de forma individualizada e personalizada, nem o quanto uma experiência ruim, pode definir a formação de um conceito eterno, sem dar chances para uma nova vivência, com outro profissional que investe, que estuda, que se dedica a buscar alternativas, que pensa e principalmente não segue receitas prontas como se todos fossem iguais.

Isso acontece muito na área da saúde, a formação de péssimos conceitos sobre as técnicas, baseados exclusivamente no atendimento de um único profissional. A maior reflexão que faço é que fomos educados a não questionar demais, fomos educados apenas a sermos alunos que recebem passivamente a informação.

Somos condicionados a aceitar tudo aquilo que os outros nos impõe, como uma verdade absoluta. Fomos ensinados passivamente a receber e não a buscar. Seja em qualquer área de nossa vida, somos condicionados a não entender a causa e nem saber o porquê do efeito. Não estudamos os acontecimentos, apenas vivenciamos e concluímos, simples assim.

Por que ler, estudar, meditar e então criticar e generalizar?

O conhecimento liberta, o conhecimento torna evidente aquilo que a ignorância lhe impedia de enxergar. Querer ser curioso, pela vida e pelas novas experiências. Vivenciar, estudar e absorver criticamente o conhecimento apresentado.

Li que quando um prego permanece invisível, não existe possibilidade de acertá-lo e que doses saudáveis de ceticismo é a principal diferença entre, adquirir sabedoria como um leão e ser doutrinado feito uma ovelha. Depende de nós sair do cárcere de consciência em que nos mesmos nos permitimos colocar. Essa conversa me levou para uma realidade muito dura e entendi o quanto o mundo sofre por sermos assim.