Ninguém quer ficar na condição da dor, todos nós almejamos uma saúde de ferro e qualidade de vida. O que acontece é que normalmente quando a dor aparece nos retraímos e aceitamos as proibições e a dor fortalece. A dor fica crônica e acaba fazendo parte da vida. Se tiver dor no joelho não pode agachar, se tem dor na coluna não pode varrer, se tem dor no braço não pode levanta-lo e assim vai.

Acredito que as restrições devem ser colocadas na vida das pessoas de forma responsável e sensata. Porque restringir movimentos sem orientação de como agir nessa restrição é impedir a pessoa de viver. Já pensou se levássemos ao pé da letra a proibição de não fazer agachamento? Esse movimento é realizado pelo menos umas mil vezes no dia.

Você agacha para sentar, para ir ao banheiro, para deitar, para almoçar, para trabalhar. Proibindo, você deveria apenas se rastejar ou ficar de pé o tempo todo. Já pensou? É um movimento funcional do corpo. Você faz isso o dia todo, mas não deve tratar a sua dor agachando. Tão contraditório. Proibir é não sair do problema, é não ter responsabilidade sobre o problema e não encontrar solução para o problema. É não querer resolver o problema. Apenas entregar uma restrição não é o melhor caminho.

Parece crendice, parece clichê dizer que o exercício orientado por profissional qualificado é o melhor caminho e muitos desacreditam em clichê. Mas esse clichê é fundamentado e documentado cientificamente, com resultados extraordinários, inclusive vejo isso diariamente dentro da minha sala de Pilates.

Se existe uma dificuldade em realizar determinado movimento, não é proibindo o movimento que vai melhorar. Nunca vi alguém melhorar de uma dor crônica, (até porque ela é crônica), sem fazer nada, apenas repousando. Isso se for possível ficar em repouso a vida toda. A dificuldade deve ser olhada, deve ser treinada e melhorada. Essa dor persiste porque ela não é vista.

Se todos acreditassem que essa dor persistente tem como melhor caminho movimentar o corpo, ter um correto estímulo, orientação, ter coragem de enfrentar com persistência, resistência e dedicação, com metas simples, um pouquinho por dia, livre dos medos, das crenças, das proibições, dos achismos, ah, daria certo. Como daria. É mais fácil proibir, dá menos trabalho ou nenhum.

Não é fácil colocar um corpo limitado, sem movimento, rígido e cheio de dor de volta ao movimento. Dá muito trabalho, mas é o trabalho correto a ser feito, romper barreiras, adaptando e repetindo. Pode acreditar seu corpo não é frágil e quando estimulamos acontece a transformação. O Movimento verdadeiramente cura. Isso é um fato e contra fatos não há argumentos. A ciência comprova.