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Uma crise econômica é um momento extremamente delicado, que exige decisões difíceis. A redução da jornada de trabalho e a demissão em massa, por exemplo, tem impactado muitos orçamentos familiares. E o pior é que a falta de renda diminui a capacidade de consumo e, por consequência, afeta negativamente toda a economia da região - é uma reação em cadeia bem prejudicial.

Agora, imagine um cenário em que esse profissional que foi demitido tivesse uma reserva de emergência: uma parte do seu patrimônio estaria em alta liquidez, pronta para ser usada para pagar as contas e continuar a consumir normalmente.

O quanto isso impactaria na reestruturação da família e de toda a economia da região? Será que, caso necessário, esse profissional conseguiria buscar novas oportunidades de geração de renda com mais tranquilidade?

Para investir bem, comece com a Reserva de Emergência

Em um segundo cenário, imagine se esse mesmo profissional tivesse uma carteira de investimentos bastante complexa. Fundos multimercado, fundos de ações e ações de suas empresas preferidas. Em um momento de crise, em que seu salário fosse reduzido, essa pessoa teria, ao menos na teoria, de onde tirar o valor necessário para complementar o que faltasse em seu orçamento.

Mas, na prática, essa carteira possui apenas produtos de baixa liquidez e que, ainda por cima, sofreram queda em meio à crise.

Ao tentar resgatar parte do patrimônio investido, esse investidor não só precisaria aguardar o prazo de resgate, como seria forçado a vender suas cotas em um momento de desvalorização. Ou seja, a pessoa perderia de todos os lados.

É por isso que o primeiro passo para quem quer começar a investir é a reserva de emergência. Só com ela estruturada que podemos nos dar ao luxo de pensar em rentabilidade e maior abertura a risco.

Como deve ser a Reserva de Emergência?

Sua Reserva de Emergência deve totalizar entre 6 e 12 vezes a sua despesa familiar mensal. Ou seja, se suas despesas mensais são de 10 mil reais, você deve acumular de 60 a 120 mil para sua reserva.

E é claro que esse valor não deve ficar na poupança, ele pode ser investido para continuar rendendo. Para isso, selecione opções de investimentos de alta liquidez e segurança.

Você vai precisar abrir mão da rentabilidade, mas terá o benefício de poder usar esse recurso quando quiser, sem surpresas! Alguns produtos como Tesouro Selic ou CDBs pós-fixados com liquidez diária podem ser boas opções.

"Não tenho reserva, mas tenho imóveis. Conta?"

Se você possui todo seu patrimônio imobilizado, na hora em que precisar dessa soma em dinheiro, terá que literalmente "liquidar" esse bem - o que faz com que você deprecie seu valor e acabe prejudicado. Então, ter imóveis não é sinônimo de estar financeiramente tranquilo.

A falta da reserva de emergência deixa seu patrimônio vulnerável a perdas que podem demorar a serem reconstruídas. É uma fase de desequilíbrio financeiro e emocional, e além de você, pode afetar a sua família, a sua carreira e seus sonhos.

Acumular uma reserva exige tempo e perseverança, mas garante o bem-estar em períodos difíceis. Imagina receber esse presente de você mesmo em um futuro em que as coisas estiverem complicadas?! Se você quer um futuro tranquilo garantido, a minha dica número um é: não pense em rentabilidade (ainda), comece por uma reserva de emergência.