O cérebro precisa de energia para executar todos os processos do nosso corpo. A principal molécula que carrega essa energia dentro das células é chamada de ATP (adenosina trifosfato), ela é acionada toda vez que há alguma reação no seu corpo. Com a quebra dessa molécula para utilizar a energia, sobra uma substância chamada adenosina difosfato, que no sistema nervoso central tem o poder de induzir o sono.
Quando o corpo começa a dar sinais de esgotamento e estamos impossibilitados de dormir ou tentamos nos manter acordados com café ou energéticos, além de bocejos involuntários, o cérebro terá que lutar contra as adenosinas. É um aviso de que é preciso parar e descansar.
Um dos efeitos da falta de sono ou do sono insuficiente é a dificuldade de acessar informações antigas e armazenar novos conhecimentos, pois é durante o sono que é liberada uma substância responsável por estimular a formação de novas conexões entre os neurônios.
Uma das principais fontes de energia do nosso cérebro é a glicose. Então, se as moléculas de ATP já foram muito utilizadas, o organismo começa a mandar sinais de que a energia precisa ser reposta de alguma forma, é quando surge a maior vontade de comer doces.
O cérebro o órgão responsável por controlar nossa relação de equilíbrio com o mundo exterior. Se deixamos de dormir, esse controle não ocorre de forma efetiva. Os sinais que o corpo envia podem ser atrasados, reduzindo a coordenação, foco e aumentando o risco de acidentes.
Durante o sono o sistema imunológico produz substâncias protetoras e de combate a infecções, como anticorpos e citocinas. A privação do sono prejudica o funcionamento adequado do sistema imunológico e pode resultar em maior suscetibilidade a contrair infecções e maior dificuldade em combater microrganismos como vírus, fungos e bactérias.
A falta de boas horas de sono também afeta os processos que mantêm o coração e os vasos sanguíneos saudáveis, incluindo os que controlam os níveis de açúcar no sangue e a pressão arterial. A longo prazo, não dormir bem aumenta o risco de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, depressão, demências e doenças cardíacas. Quanto mais curto for o seu sono, sugerem os estudos, mais curto será o seu tempo de vida.
Com menos de uma hora de sono, não é possível regularizar e melhorar a homeostase do organismo, do metabolismo e ficar bem no outro dia. O ideal é que cada pessoa na fase adulta tenha pelo menos seis horas de sono por noite.
A “higiene do sono” envolve várias medidas para melhorar a qualidade do sono, como evitar ingestão de bebidas estimulantes, telas, horários regulares, dentre outras. Além disso atividades como meditação, técnicas de respiração, yoga, também ajudam de forma importante.