A relação sexual é multifatorial. O próprio nome já diz: relação é um vínculo entre duas pessoas.
É perfeitamente possível manter uma vida sexual ativa mesmo após a senilidade. Para isso, é importante que exista esse vínculo, essa intimidade. Em contrapartida, também é fundamental que haja saúde física e mental para que a relação aconteça. Estudos antigos já demonstraram que a parte mais importante para uma vida sexual ativa e longeva é a parceira.
Quando acontece de o homem “falhar” uma ou mais vezes — algo pelo qual praticamente todos passarão em algum momento da vida — algumas perguntas precisam ser feitas: foi de maneira súbita ou gradual? Havia vontade de manter a relação ou foi uma imposição do “outro”? Existem problemas de saúde, como diabetes, hipertensão, obesidade, sedentarismo, idade avançada ou tabagismo?
Se a resposta for positiva, essas condições devem ser diagnosticadas e tratadas. Sabe-se que, quando ocorre a disfunção erétil, o homem deve investigar a causa, pois ela pode ser um aviso de doença cardíaca e/ou infarto. A artéria que leva sangue ao pênis tem aproximadamente 25% do diâmetro da artéria coronária. Homens com disfunção erétil apresentam risco aumentado de infarto nos anos seguintes. Por isso, não apenas o coração, mas todo o organismo deve ser investigado em busca de doenças que possam, secundariamente, causar o quadro de impotência.
Hoje existem diversos tratamentos para a impotência, seja ela de origem psicogênica ou orgânica. Há medicamentos à base de sildenafila e tadalafila, injeções no corpo do pênis e até próteses penianas de vários tipos para aqueles em que a idade avançada ou doenças orgânicas, mesmo tratadas ou em tratamento, não permitem ereções satisfatórias.
O mais importante é conversar com a parceira e definir juntos qual rumo desejam tomar em relação à vida sexual. Tratamento existe e, na maioria dos casos, não é complicado.