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Ex-chefe da Ferrari expõe trapaça de Schumacher em 2006

Foto: Divulgação/Ferrari

Por: Lucas Pavin

13/04/2026 - 18:04 - Atualizada em: 18/04/2026 - 00:32

O ex-chefe da Ferrari, Jean Todt, fez revelações sobre a disputa da Fórmula 1 de 2006 ao admitir que Michael Schumacher cometeu irregularidades durante a temporada em que perdeu o título para Fernando Alonso.

Em entrevista ao podcast High Performance, Todt afirmou que o heptacampeão mundial agiu de forma deliberada na sessão de classificação do Grande Prêmio de Mônaco de 2006. Na ocasião, Schumacher estacionou seu carro na curva Rascasse nos momentos finais do treino, provocando uma bandeira amarela que impediu outros pilotos de completarem suas voltas rápidas — entre eles, Alonso.

Naquele ponto da temporada, o espanhol liderava o campeonato com 15 pontos de vantagem e vinha de uma sequência consistente, com seis pódios nas seis primeiras corridas, incluindo vitórias no Bahrein, na Austrália e na Espanha.

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A manobra acabou sendo investigada pela direção de prova, que puniu Schumi com a perda de posições no grid. O alemão foi obrigado a largar do fim do pelotão, enquanto Alonso garantiu a pole position e venceu a corrida nas ruas de Monte Carlo. Apesar da punição, Schumacher protagonizou uma corrida de recuperação e terminou em quarto lugar.

Todt, que comandava a Ferrari na época, reconheceu o erro do piloto e avaliou o impacto da atitude na disputa pelo título. “Michael era um cara excelente, mas pagou um preço muito alto cada vez que perdeu o controle. Isso também lhe custou o campeonato, como quando parou de propósito em Monte Carlo com Alonso”, afirmou.

O dirigente ainda fez uma análise curiosa sobre o episódio. “Ele não sabia como fazer trapaças. Fez isso duas vezes, que eu saiba, mas fazia mal. Seria fácil fazer muitas vezes, mas ele errava quando tentava”, completou.

Ao fim daquela temporada, Alonso conquistou o bicampeonato mundial e encerrou a sequência dominante da Ferrari e de Schumacher na Fórmula 1.

Atualmente com 57 anos, Michael Schumacher segue com seu estado de saúde mantido sob rigoroso sigilo médico e total privacidade, sem aparições públicas desde o acidente que resultou em uma grave lesão cerebral há mais de uma década.

Após o acidente, o alemão passou meses em coma induzido e retornou para casa em 2014, onde fica sob os cuidados de sua esposa, Corinna, e uma equipe de especialistas, recebendo cuidados intensivos e isolado de qualquer exposição pública.

De acordo com o jornal alemão “Bild”, o ex-piloto compareceu a dois eventos importantes da família no ano passado, o casamento da filha Gina-Maria e o nascimento da primeira neta.

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Lucas Pavin

Jornalista esportivo, com a missão de informar tudo o que rola na região, seja na base, amador ou profissional.