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O Diabo Veste Prada voltou e não é por acaso

Por: Ana Antonelo

09/04/2026 - 10:04 - Atualizada em: 09/04/2026 - 10:59

Nós estamos vivendo ou apenas esperando o novo Diabo Veste Prada 2?

Bom, esta matéria não é sobre o filme, e sim sobre a comunicação que ele traz desde os anos 2000 e que ainda se aplica, perfeitamente, na atualidade.

No primeiro O Diabo Veste Prada, o espírito da indústria era marcado por hierarquia, autoridade e validação externa. A moda era um território de poder, onde pertencer significava se adaptar, performar e resistir à pressão.

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Agora, no retorno desse universo, o cenário muda: vivemos uma era de conexão, identidade e construção de imagem. O pertencimento não vem mais só da aprovação de um sistema, mas da forma como cada um se posiciona dentro dele.

E uma coisa é certa: eu (e muito provavelmente você também) sempre sonhou em trabalhar desse jeito, né?

Com aquele café na mão, correndo para chamar um táxi e vivendo aquele perrengue chique que todo mundo conhece. Ou pela franjinha icônica, os looks e a sensação de finalmente “pertencer” àquele universo?

Assim como você, as marcas também querem aproveitar esse momento nostálgico e transformaram seus produtos em desejo:

A L’Oréal Paris entrou no jogo ao mostrar Kendall Jenner passando batom, entrando na Runway e fazendo parte desse universo.

A Coca-Cola lançou uma latinha especial inspirada no filme, com o salto característico em uma versão Diet.

A Colorama trouxe uma coleção de esmaltes inspirada no filme.

E o que isso nos ensina? Estamos vivendo uma era onde a nostalgia virou estratégia e, mais do que isso, comportamento de consumo. As pessoas querem sentir de novo. Relembrar. Se reconectar.

A macrotendência nostalgia (ou comfort nostalgia) resgata a estética e as emoções dos anos 90 e 2000 como forma de trazer conforto em tempos de mudanças rápidas. Ela conecta gerações (da Gen Z ao público 50+) criando uma experiência compartilhada entre passado e presente.

Mais do que estética, é comportamento: busca por simplicidade, autenticidade e referências afetivas. Também segue o ciclo natural de cerca de 20 anos da moda e se torna uma estratégia poderosa de mercado, já que ativa memórias e cria conexão emocional.

Na prática: aparece no retorno de tendências Y2K, no uso de tecnologias “retrô” e em campanhas que exploram lembranças e ícones culturais.

Como falamos na nossa última matéria: Labubu, chaveiros de livros da Coach, séries e filmes antigos reaparecendo… tudo isso faz parte do comportamento de consumo atual.

O especial de Hannah Montana depois de 20 anos é só mais um exemplo entre tantas outras nostalgias que eu tenho certeza que você também está acompanhando.

No fim, talvez a gente não queira só assistir ao filme de novo.

A gente quer reviver o que ele fez a gente sentir! Seja na franjinha da Andrea, no caos de trabalhar com a Miranda ou na ideia de fazer parte de algo maior. Esse é o poder da nostalgia: transformar memória em desejo e desejo em consumo.

E você, já está com o look temático pronto para o filme?

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