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Último contato de família morta em Curitiba ocorreu dois dias antes de corpos serem encontrados

Foto: Reprodução Redes Sociais

Por: Elisângela Pezzutti

27/08/2026 - 10:08 - Atualizada em: 27/08/2026 - 10:37

A família encontrada morta em um apartamento de Curitiba teve o último contato identificado com outra pessoa no fim da tarde de domingo (23), dois dias antes da localização dos corpos.

Na terça-feira (25), a médica Cláudia Hitomi Shimada Furuyama, de 57 anos, o filho dela, Rafael Furuyama, de 21, e o marido, Marcos Alberto Furuyama, de 58, foram encontrados sem vida no imóvel onde moravam, no bairro Água Verde.

A ausência de Cláudia no trabalho chamou a atenção de pessoas próximas, que foram até o condomínio para tentar obter notícias. Vizinhos também estranharam o fato de a família não ser vista havia algum tempo, principalmente por causa do latido contínuo do cachorro que estava no apartamento do 9º andar.

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Diante da falta de respostas às tentativas de contato, o síndico providenciou um chaveiro para abrir a porta. Foi então que os três corpos foram encontrados dentro do imóvel.

Segundo o delegado Ivo Viana, responsável pela investigação, a última interação da família com alguém de fora identificada até agora aconteceu no domingo, quando o celular de Cláudia trocou mensagens com uma amiga.

Conforme o relato da amiga à polícia, ela havia ido ao condomínio para entregar uma encomenda, mas não chegou a entrar no apartamento. O pacote foi deixado na portaria.

A Polícia Civil solicitou imagens de câmeras de segurança para reconstruir os deslocamentos e a movimentação da família nos dias que antecederam a descoberta. Testemunhas também devem ser ouvidas para ajudar a esclarecer o que ocorreu.

Ferimentos e armas encontradas

Os três integrantes da família apresentavam ferimentos provocados por golpes de arma branca, conforme informou a Polícia Civil. Uma faca foi localizada pela Polícia Militar próxima ao corpo de Marcos.

Durante a vistoria, os policiais encontraram ainda um canivete. De acordo com o delegado, tanto a faca quanto o canivete apresentavam vestígios de sangue e serão submetidos a exames periciais para determinar a origem do material.

O apartamento estava fechado e, inicialmente, os investigadores não identificaram sinais aparentes de arrombamento.

A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar, em um primeiro momento, como uma possível situação de duplo homicídio seguida de suicídio. A Polícia Civil ficará responsável por esclarecer a dinâmica e as circunstâncias das mortes.

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Elisângela Pezzutti

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atua na área jornalística há mais de 25 anos, com experiência em reportagem, assessoria de imprensa e edição de textos.