Nesta quinta-feira (30), houve a confirmação do primeiro caso de febre amarela em um macaco neste ano em Santa Catarina. O primata foi encontrado no dia 13 de janeiro, no bairro Testo Central, em Pomerode, no Vale do Itajaí. Na ocasião, foi coletada uma amostra de sangue, que foi submetida a exame e deu positivo para a doença.

Atualmente, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive-SC) investiga 56 mortes de macacos para saber se foram provocadas por febre amarela. Destas, 48 estão concentradas em duas regiões do estado: Vale do Itajaí (24) e Planalto Norte (24).

É importante lembrar que os macacos não transmitem a febre amarela, eles são vítimas, assim como os humanos. A doença é transmitida apenas pela picada do mosquito infectado. Matar macacos é crime ambiental e prejudica o controle da febre amarela, já que, ao contraírem o vírus, servem de alerta para a circulação dele na região.

Recentemente, o Governo do Estado também confirmou o primeiro caso de febre amarela em humano em 2020. O paciente está internado no Hospital Nereu Ramos, em Florianópolis, unidade referência de infectologia em Santa Catarina. O homem tem 47 anos e é morador de São Bento do Sul, no Planalto Norte. Ele não tem registro da vacina.

Mas como prevenir?

Considerada uma doença grave, a febre amarela é transmitida por mosquitos em áreas silvestres e próximas de matas, tendo a vacina como único meio de prevenção. Em Santa Catarina, todas as pessoas a partir dos 9 meses de idade têm indicação para receber a vacina na rede pública.

No estado, a cobertura vacinal está em cerca de 84%, sendo que o recomendado pelo Ministério da Saúde é imunizar, ao menos, 95% do público-alvo.

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