A Polícia Federal está investigando se há ligação entre o grupo preso na manhã desta terça-feira (18) em Santa Catarina, com a onda de ataques de hackers, sofridos pelo ministro Sérgio Moro, pelo procurador Deltan Dalagnol e outras autoridades. O vazamento foi divulgado pelo site The Intercept.

A operação denominada de Chabu, mirou o grupo que tinha como prática violar investigações criminais em andamento que visavam desarticular organizações criminosas. As investigações já ocorrem a bastante tempo mas nas últimas semanas, após os ataques, a possibilidade de ligação dos casos começou a ser ventilada.

Segundo a revista Crusoé, uma fonte da PF confirmou que os policiais não descartam a possibilidade da participação dos criminosos. Entre os presos está o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro que era do MDB mas pediu desligamento do partido. O ex-secretário de Estado da Casa Civil, Luciano Veloso, do governo de Eduardo Pinho Moreira (MDB), também estaria entre os presos.

De acordo com as informações divulgadas pela PF, foram 30 mandados, sendo 23 de busca e apreensão e sete de prisão temporária em Santa Catarina, expedidos pelo TRF 4 em Porto Alegre. Outro preso foi o  delegado Fernando Caieron, da Polícia Federal em Florianópolis. Segundo a Polícia Federal, ele é suspeito de atrapalhar a investigação contra uma organização criminosa.

Os hackers eram tão bem organizados que tinham em sua propriedade, equipamentos de contra-inteligência vindos do exterior, capazes de montar "salas seguras" que são ambientes á prova de vigilância.

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