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PF destaca cooperação global contra o crime organizado em seminário em Roma

Divulgação/Polícia Federal

Por: Pedro Leal

15/04/2026 - 14:04 - Atualizada em: 15/04/2026 - 14:47

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, participou, entre os dias 13 e 16 de abril de 2026, do Seminário de Combate ao Crime Organizado: Novos Paradigmas na Era da Hiperconectividade, realizado na Embaixada do Brasil em Roma, Itália. O encontro, organizado pela Accademia Juris Roma, serviu de palco para a troca de experiências entre as forças policiais do Brasil e da Itália, duas nações com longo histórico de enfrentamento ao crime organizado.

Além do diretor-geral, participam do evento o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o delegado Ricardo Saadi; o adido da PF em Roma, o delegado Umberto Ramos Rodrigues; o embaixador em exercício do Brasil em Roma, Túlio Amaral Kafuri; o procurador-geral da República, Paulo Gonet; a ministra do Superior Tribunal Militar, Verônica Abdalla Sterman; o procurador-geral do Estado do Rio de Janeiro, Antônio José Campos Moreira; além de acadêmicos e outras altas autoridades do sistema judiciário brasileiro e italiano.

As discussões concentraram-se nos desafios impostos por organizações criminosas cada vez mais globalizadas. Durante o seminário, o diretor-geral da PF realizou palestra e reforçou o papel das forças de segurança no combate ao crime organizado e na coordenação das investigações, destacando a urgência de modernizar a abordagem policial.

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A cooperação internacional, ainda de acordo com Andrei Rodrigues: “não é mais uma opção, é uma obrigação para combater o crime organizado”. O dirigente apresentou também um modelo de investigação brasileiro, com especial atenção para as iniciativas da PF no enfrentamento ao crime organizado nacional e transnacional, ocasião em que destacou o papel central do órgão na cooperação jurídica e policial internacional. Ele ressaltou os recordes de apreensão de drogas, de dinheiro e de bloqueio de bens, além de discorrer sobre os desafios da PF diante das constantes mutações e inovações das redes criminosas.

O presidente do Coaf, por sua vez, participou do painel “A inteligência financeira para o combate ao crime organizado”, juntamente com o general da Guarda de Finanças, Antonio Quintavalle.

O encontro tem como eixos temáticos centrais: história e evolução das organizações criminosas; modelos institucionais de enfrentamento; cooperação internacional e cibercrime; inteligência artificial; globalização e migração das organizações criminosas; e conexões entre crime organizado e corrupção de agentes públicos.

A estratégia da Polícia Federal, alinhada à experiência italiana, tem se concentrado em três pilares: integração de forças, prisão de lideranças e, principalmente, a descapitalização. Os resultados são expressivos: as apreensões de bens do crime organizado saltaram de R$ 900 milhões em 2022 para mais de R$ 10 bilhões em 2025. Essa ofensiva financeira, que inclui dinheiro, imóveis, veículos e aeronaves, busca sufocar a capacidade operacional das facções.

 

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Pedro Leal

Analista de mercado e mestre em jornalismo (universidades de Swansea, País de Gales, e Aarhus, Dinamarca).