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Poze do Rodo e influenciadores são presos pela PF por esquema de R$ 1,6 bilhão em criptoativos; ação tem alvos em SC

Foto: Divulgação/Polícia Civil do Rio de Janeiro

Por: Ewaldo Willerding Neto

15/04/2026 - 08:04 - Atualizada em: 15/04/2026 - 08:51

O cantor de funk Marlon Brendon Coelho Couto, conhecido como “MC Poze do Rodo”, foi preso nesta quarta-feira (15), pela Polícia Federal, suspeito de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro através de criptoativos que teria movimentado R$ 1,6 bilhão. A prisão ocorreu no âmbito da operação Narco Fluxo, deflagrada nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

As primeiras informações apontam que mais um funkeiro, o Ryan SP, e influenciadores digitais também foram detidos pela autoridade. No ano passado, em outra operação policial, Poze do Rodo admitiu que tinha ligação com a facção criminosa Comando Vermelho.

A defesa do funkeiro afirmou que “desconhece os autos ou o teor do mandado de prisão” e que se manifestará quando tiver acesso ao processo — “para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário”.

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Poze do Rodo foi preso em sua residência em um condomínio de luxo no Rio de Janeiro, enquanto que Ryan SP foi detido em uma festa na cidade de Bertioga, litoral do estado de São Paulo, junto de outros influenciadores. Sua defesa não foi localizada pela reportagem.

A operação Narco Fluxo tem como foco desarticular uma associação criminosa suspeita de realizar transações ilegais no Brasil e no exterior, incluindo o uso de criptoativos para ocultar valores. Segundo a Polícia Federal, o grupo atuava de forma estruturada para esconder a origem ilícita do dinheiro.

Ao todo, são cumpridos 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão. Até o momento, segundo imagens divulgadas pela autoridade, já foram apreendidos carros e objetos de luxo, armas e munições, dinheiro em espécie, documentos, equipamentos eletrônicos e um colar dourado com uma imagem do traficante colombiano Pablo Escobar.

De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam um sistema complexo para ocultação e dissimulação de valores, com destaque para operações financeiras de grande porte, transporte de dinheiro em espécie e movimentações com criptomoedas. O volume financeiro total identificado ultrapassa R$ 1,6 bilhão.

Também foram determinadas medidas de bloqueio de bens e restrições societárias contra os investigados. A intenção é preservar ativos para possível ressarcimento aos cofres públicos e impedir a continuidade das atividades ilícitas.

Os investigados poderão responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Terceira prisão

Esta é a terceira prisão de Poze do Rodo por envolvimento com o crime organizado. Na mais recente, em maio do ano passado, o cantor foi detido por apologia ao crime e suposto envolvimento com o tráfico. Ele admitiu que tinha ligações com o Comando Vermelho.

As investigações que levaram à prisão do MC apontaram “ligação sólida” entre ele e membros da alta liderança da organização criminosa. Segundo os investigadores, foram reunidas evidências robustas que justificaram o pedido de prisão, pelo vínculo com a facção e por propagar o nome e a ideologia do grupo criminoso.

Já em 2019, durante um show na cidade de Sorriso, no estado do Mato Grosso, foi preso também por fazer apologia ao crime. Poze do Rodo e o organizador do evento tentaram fugir das autoridades, mas foram detidos em um hotel com porções de droga e frascos de lança-perfume.

Poze do Rodo é conhecido, ainda, por ostentar uma vida de luxo em seus videoclipes e nas redes sociais, sempre exibindo objetos caros, grandes colares dourados e insígnias.

* Com informações da Gazeta do Povo.

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Ewaldo Willerding Neto

Jornalista formado pela UFSC com 30 anos de atuação.