O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) requereu à Justiça, na madrugada desta quarta-feira (5), a conversão da prisão em flagrante em preventiva do jovem que invadiu uma escola infantil e assassinou e feriu crianças e professores em Saudades, no Oeste catarinense.

O Promotor de Justiça Douglas Dellazari também pediu a quebra do sigilo de dados dos computadores, videogame e pen drive apreendidos, com o acesso imediato ao conteúdo armazenado, tendo em vista a imprescindibilidade para a continuidade das investigações.

Segundo o Promotor de Justiça, a prisão preventiva é necessária, no momento, para garantia da ordem pública, a instrução criminal e aplicação da lei penal. O agressor agiu por motivo torpe (ou fútil), com meio cruel (múltiplos golpes com arma branca) e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas (contra crianças com menos de 2 anos de idade e professoras indefesas, que estavam em seu horário de trabalho).

"Os crimes causaram extremo abalo à ordem pública, consideradas a torpeza, covardia e crueldade com que foram praticados, cenas nunca vistas antes nesta Comarca, denotando uma gravidade em concreto inquestionável. A reprovabilidade das infrações penais e a periculosidade do autor são extremamente acentuadas, sob qualquer perspectiva, seja pelo modus operandi, seja pela multiplicidade de golpes, seja pela qualidade das vítimas", ressalta o Promotor de Justiça.