Em alusão ao Dia Mundial em Memória às Vítimas do Trânsito, será realizada a 12ª edição da Marcha do Silêncio em Jaraguá do Sul.

O movimento já contabilizou 34 mortes em decorrência de acidentes no trânsito nos cinco municípios da microrregião nos últimos 12 meses.

O evento terá concentração na praça Ângelo Piazera, no Centro, a partir das 8h. Uma das fundadoras do movimento, Sueli Mader conta que a Marcha do Silêncio busca conscientizar as pessoas e dar apoio emocional para as famílias das vítimas.

“A gente trabalha esses dois pontos durante todo o ano, através das ações promovidas pelo movimento Marcha do Silêncio. As pessoas precisam refletir sobre as causas dos acidentes de trânsito. Além disso, as famílias das vítimas é que ficam vivas e sofrem após a perda do ente querido”, destaca.

Neste ano, a Marcha do Silêncio terá como tema o combate da embriaguez ao volante.

Sueli afirma que essa é uma das principais causas de acidentes na região e destaca que as polícias Civil e Militar trabalham para realizar a repressão ao crime de trânsito.

Movimento aberto à comunidade

A organizadora lembra que a Marcha do Silêncio não é feita apenas por famílias que perderam pessoas nos acidentes de trânsito.

A manifestação está aberta para toda a comunidade. De acordo com ela, todos utilizam de alguma forma o trânsito no dia a dia.

“A gente precisa mostrar que a mudança dessa realidade depende de todos. Se isso não acontecer, não vai haver nenhuma transformação. Todos nós utilizamos o trânsito, ou seja, ele acaba sendo um problema de todas as pessoas, que diz respeito a cada cidadão”, comenta.

Mais empatia no trânsito

Sueli lamenta que as pessoas acabem levando os problemas do cotidiano para o trânsito.

Para ela, os motoristas, motociclistas, pedestres e ciclistas não podem fazer das ruas um campo de batalha. Os componentes do trânsito precisam ter empatia.

“A gente vê que a nossa cidade é muito dinâmica. As pessoas trabalham, estudam e precisam resolver questões todos os dias. A gente vai muito pilhado e acaba descontando as nossas frustrações no trânsito. As pessoas estão com pressa e não têm empatia pelo outro”, finaliza.

 

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