Marcelo Kroin, 40 anos, foi condenado a 20 anos e seis meses por assassinar a companheira Andreia Araújo em Jaraguá do Sul. O Tribunal do Júri deu a sentença no fim da tarde desta terça-feira (20), após oito horas de julgamento. A sessão foi presidida pelo juiz da 1ª Vara Criminal, Crystian Krautchychyn.

O réu foi condenado a 20 anos por homicídio com as qualificadoras de feminicídio, recurso que dificultou a defesa da vítima e asfixia. Kroin também foi condenado a seis meses pelo crime de tentativa de ocultação de cadáver.

O julgamento mais esperado do ano foi marcado pelo embate entre acusação, encabeçada pelo promotor de Justiça Márcio Cota, e a defesa feita pelo advogado Sebastião da Silva Camargo.

Cota explorou o desenvolvimento do crime. Ele construiu sua acusação em cima do laudo pericial, que apontou a morte da vítima por asfixia, e o comportamento do acusado, que chamou um amigo para fazer um churrasco e foi até Canoinhas com o corpo dentro do carro.

“Ele errou, sabe que errou. Naquele momento, ele queria matar e hoje está arrependido. Não sei se ele está arrependido de ter matado ou de estar preso. Não são os senhores que estarão o condenando, quem se condenou foi ele próprio quando tirou a vida da mulher”, destacou o promotor aos jurados.

A defesa buscou afastar a tese de homicídio doloso e afirmou que Kroin agiu em legítima defesa. Para Camargo, Andreia não tinha boas intenções quando voltou da festa de aniversário da irmã e a morte dela foi resultado de uma briga que os dois tiveram na madrugada do dia 5 de agosto de 2018.

“Kroin foi envolvido em um conflito que resultou em agressões mútuas. Não havia possibilidade de desejar a morte. Chama atenção aquele acontecimento em que o boletim de ocorrência nos relata que a Andreia, no seu primeiro relacionamento, desferiu uma facada no companheiro”, relatou Camargo.

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