Investigada por homicídio em Guaramirim, ex-companheira de homem apontado como autor nega participação

Foto: Fábio Junkes/OCP News

Por: Claudio Costa

30/05/2024 - 17:05 - Atualizada em: 30/05/2024 - 17:38

A ex-companheira do homem apontado como autor de um homicídio em Guaramirim negou qualquer participação do crime. Durante o depoimento, ela negou que tenha sido a mandante e que tenha participado do ato de execução.

Segundo a delegada Roberta Franco França, a mulher contou que é muito explosiva e que fala sem pensar. Porém, negou qualquer menção em matar a vítima.

“Ela fala que o ex-companheiro ficou sabendo do acontecido [denúncia] ao ouvir ela contando para outras pessoas. Ela disse que não falou nada disso pra ele, inclusive sobre a questão de matar. Ela acha que ele foi lá e resolveu fazer isso”, destaca a delegada.

 

 

Em um primeiro momento, durante a prisão feita pela Polícia Militar, Gilberto Ludvichak disse que matou a Juliana Grasiela Pinheiro Wirth, de 40 anos, como condição para reatar a relacionamento.

“Quando foi preso, ele disse que essa seria a condição para eles retomarem o relacionamento. Ela teria dito que continuaria o relacionamento caso ele matasse a vítima. Porém, ela nega qualquer tipo de participação. Ela se mostrava muito abalada com a situação”, frisa a delegada.

A mulher está sendo investigada pela Polícia Civil e, inclusive, foi ouvida nessa condição pela delegada. Na oitiva, ela foi cientificada do direito de ficar em silêncio.

“Ela relatou que viu o vídeo, mas não conseguiu descrever. Ela mostrou uma certa dificuldade por causa do impacto daquela situação. Ela falou que passou muito mal e que teve que chamar o Samu. Ela disse que tinha muito medo dele, que foi perseguida e torturada psicologicamente”, descreve Roberta.

“Ela disse que viu que ele usava tornozeleira eletrônica, mas que alegava outro motivo para o uso do dispositivo. Quando ela descobriu que era por causa do homicídio [da cunhada de 15 anos] não quis mais o relacionamento com ele. Ela achou que o assassinato [de Juliana] foi mais uma forma de torturar ela e não acreditou. Ela disse que só acreditava vendo uma foto. Mais tarde, ele apareceu na casa dela com esse vídeo. Quando viu o vídeo, ficou muito abalada e passou mal”, completou.

Com as várias versões apresentadas, a Polícia Civil segue na investigação do homicídio registrado na madrugada do dia 24 de maio, na rua Maria Zastrow, no bairro Nova Esperança.

A ex-companheira de Gilberto continua sendo investigada pelo crime. Pelos elementos colhidos até o momento, foi pedida a prisão preventiva do homem.

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Claudio Costa

Jornalista pós-graduado em investigação criminal e psicologia forense e pós-graduando em perícia criminal.