Idoso que estuprou jovem em Joinville comete crimes sexuais há mais de 40 anos

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Segurança

Por: Claudio Costa

segunda-feira, 09:44 - 26/10/2020

Claudio Costa

O idoso preso após estuprar uma jovem em uma loja em Joinville comete crimes de natureza sexual há 44 anos.

A informação apurada pelo ND Mais e confirmada pelo OCP indica que o homem de 70 anos já realizava atos deste tipo desde quando tinha 26.

 

 

De acordo com a delegada titular da DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente à Mulher e ao Idoso) de Joinville, Claudia Cristiane Gonçalves de Lima, a prisão preventiva contra o autor foi solicitada na quinta-feira (22) e deferida pelo Judiciário na sexta (23).

Em 1976, o jornal Diário do Paraná noticiou a prisão do jovem que fingia ser acadêmico de medicina para abusar sexualmente de mulheres.

O criminoso foi detido após ir em um prédio e oferecer exames ginecológicos grátis. Na época, foi preso por exercício ilegal da medicina e tentativa de estupro.

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Um das condenações ocorreu em 2010, quando o homem tentou praticar ato libidinoso com uma adolescente em uma escola em Piracicaba, no interior de São Paulo.

Em 2018, ele saiu de liberdade condicional após cumprir pena por atentado violento ao pudor no Paraná.

Processo em Joinville

Em Joinville, o idoso responde a um inquérito policial do ano de 2009. Ele cometeu o crime de importunação sexual mediante fraude, que é quando o estuprador ser vale de algum artifício, mentira ou engodo para praticar o ato.

“Um homem com um histórico desses nunca vai parar de cometer esses crimes. A gente quer que ele permaneça preso durante toda a investigação e durante todo o processo, porque ele é um perigo. Ele não tem condições de conviver em sociedade”, comenta Cláudia, ao ressaltar que o autor segue preso no Presídio Regional de Joinville.

Desta vez, o autor responde pelos crimes de estupro de vulnerável, praticado contra alguém em uma situação de vulnerabilidade, e roubo. Além de cometer o abuso sexual contra a jovem de 24 anos, ele roubou os R$ 220 do caixa da loja.

“A vítima não teve voluntariedade, ela estava sem controle mental. No caso do roubo, não teve uma violência direta, mas houve uma violência indireta. Os elementos desse flagrante são bastante robustos. A gente está trazendo elementos para que esse criminoso permaneça preso”, destaca a delegada.

Estuprador realizou ritual

A delegada afirma que o idoso entrou na loja de roupas com a desculpa de evangelizar a vítima.

O vídeo de segurança do estabelecimento mostra o criminoso realizando uma espécie de ritual. A funcionária da loja ficou sob o controle mental do estuprador.

“A gente percebeu pelo vídeo e pelo estado emocional da moça que ele dominou a mente dela de alguma forma, utilizando alguma técnica. Ele fez uma espécie de ritual, mandou ela escrever três frases, mandou ela repetir algumas coisas que não lembra exatamente o que era”, descreve.

Cláudia afirma que o depoimento dado pela vítima está em conformidade com as imagens das câmera de segurança. Depois de cometer os crimes, ele foi embora normalmente.

Vídeos cedidos por comerciantes foram essenciais para determinar o caminho que o estuprador seguiu.

Após diligências realizadas por policiais civis e militares, os agentes chegaram até um hotel no bairro Anita Garibaldi, nas proximidades da rodoviária.

O idoso estava entre os hóspedes com e mesma roupa utilizada no crime. Ele foi preso em flagrante e levado para a delegacia.

 

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