A família de Patrícia Sechini enfrenta momentos de profunda dor e incerteza desde o acidente que resultou na morte da mulher, de 33 anos, e no desaparecimento de sua filha, de 9, após ambas serem levadas pela correnteza de um rio em Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina. Enquanto o corpo da mãe foi localizado no sábado (3), as buscas pela criança continuam nesta terça-feira (6).
Segundo a irmã de Patrícia, Pamela Sechini, o sentimento entre os familiares é de sofrimento constante, mas também de união. Ela relata que tem buscado forças para apoiar os pais em meio à espera por notícias sobre a menina.
O acidente ocorreu no fim da tarde de quinta-feira (1º), feriado de Ano-Novo, durante um momento de lazer no Rio Chapecozinho. Conforme relato da família, Patrícia estava próxima à margem, com a filha nas costas, quando perdeu o equilíbrio e acabou sendo arrastada pela força da água, junto com a criança.
Além das vítimas, estavam no local o companheiro de Patrícia e o filho dele. Após o desaparecimento, o Corpo de Bombeiros foi acionado e iniciou as buscas. A família mora em locais próximos entre si, a cerca de 17 quilômetros do ponto onde ocorreu o acidente.
Moradora de Xanxerê, Patrícia tinha apenas uma filha, fruto de um relacionamento anterior. O homem que a acompanhava no momento da tragédia é padrasto da menina desaparecida. De acordo com a irmã, Patrícia era uma pessoa querida, conhecida pela alegria e pela disposição em ajudar quem precisava.
Resgate e dificuldades nas buscas
O corpo de Patrícia foi encontrado a cerca de 10 quilômetros do local do acidente, preso à margem do rio. O resgate exigiu uma operação complexa, que se estendeu por aproximadamente sete horas no sábado.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a área onde ocorreu o desaparecimento apresenta difícil acesso, além de correnteza intensa e grande volume de água, o que inviabiliza o uso de embarcações. Por isso, as equipes atuam por terra, com apoio de drones para ampliar a área de varredura durante as buscas pela criança.