A JBM, uma das empresas do construtor Marcos C. de Araújo Júnior, que supostamente quebrou contratos com vários clientes no Norte de SC, teve como garoto-propaganda o ex-jogador de futsal Falcão.

O ex-atleta comenta que seu relacionamento com o empresário ocorreu apenas no âmbito publicitário.

Durante entrevista concedida ao OCP, Marcos Araújo contou que foi até Sorocaba, no interior de São Paulo, a convite de Falcão.

Lá, o ex-jogador chegou a ofereceu dinheiro para quitar dívidas com clientes dos negócios em Santa Catarina.

 

Procurado pela reportagem, Falcão disse que o contato com o construtor foi feito através da irmã de um jogador do Joinville Futsal em janeiro de 2017.

A primeira conversa entre o atleta e o empresário ocorreu durante uma viagem que fez aos Estados Unidos.

“Ela tinha sido contratada por uma empresa de tijolos ecológicos. Isso ocorreu quando eu estava prestes a construir a minha casa. Fizemos uma ligação de 40 minutos e eu não conhecia o Marcos. Chegamos a um acordo de boca em que ele construiria a minha casa em troca da minha imagem”, conta.

Após dois meses, Falcão e Marcos Araújo anunciaram a parceria oficialmente em Joinville. O evento ocorreu em uma sala comercial bem estruturada, onde ocorreu um coquetel.

Depois, os dois chegaram a redigir um contrato que o ex-atleta não lembra se assinou.

Ex-jogador diz que agiu na boa fé

Falcão reitera que o prazo estipulado para a construção da casa não foi respeitado por Marcos Araújo. O empresário alegou que tinha problemas em Joinville e que o mercado estava ruim na região.

“Eu, na boa fé, falei que em Sorocaba o mercado era bom e que tinha muitos condomínios saindo e que tem muito para crescer. Eu chamei ele sem saber dos problemas, é claro. Ajudei ele a ver alguns condomínios”, lembra.

O ex-jogador disse que nessa época as pessoas que supostamente tiveram o contrato quebrado pelo empresário começaram a ligar o nome dele à empresa.

Com a procura dos clientes de Marcos Araújo, Falcão aconselhou o construtor a resolver os problemas em Santa Catarina.

“As pessoas estavam relacionando a empresa dele com o meu nome como se eu fosse um sócio. Uma coisa é ser garoto-propaganda e outra coisa é ser um sócio. Com um mês em que ele estava com o escritório, ele me escutou e voltou para Santa Catarina”, conta.

Ao finalizar sua declaração, Falcão acentua que tentou ajudar Marcos Araújo, como ajuda muita gente, e que poderia se beneficiar construindo sua casa. Como o combinado não aconteceu, desistiu da parceria.

 

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