A Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil em Jaraguá do Sul apura as circunstâncias e a motivação do homicídio de Bruno Henrique Silva Ganz, de 24 anos. Ele foi encontrado morto na manhã de sábado (12), às margens da estrada JGS-492, na localidade de Tifa Aurora, no bairro Rio Cerro II.

Este foi o quinto homicídio registrado na cidade em 2019, o primeiro em pouco menos de cinco meses. O delegado titular da DIC, Daniel Dias, afirma que Ganz era traficante em Corupá e que tinha envolvimento com o crime organizado. A vítima foi presa diversas vezes por tráfico de drogas.

Ganz foi encontrado por um ciclista que passava pelo local e viu as marcas de sangue na estrada. Ele viu o corpo na área de mata às margens da via e ligou para a Polícia Militar. A vítima foi executada com dois tiros na cabeça, um na nuca e outro no rosto.

A perícia encontrou duas cápsulas de uma pistola calibre .380, a arma que provavelmente foi utilizada para matar o jovem. Uma equipe da Divisão de Investigação Criminal foi até o local para verificar a cena do crime e o corpo foi removido pelo Instituto Geral de Perícias (IGP).

“Pelo que nós apuramos, ele foi executado naquele local. Lá, foram encontradas duas cápsulas, que já estão sendo periciadas. Nós vamos guardar essas provas e, caso essa arma seja apreendida, ela será comparada e vai indicar se foi utilizada no crime. Uma prova muito importante”, destaca Dias.

Ordem do crime organizado

Pelo envolvimento de Ganz com o crime organizado, a principal linha de investigação é de que a vítima tenha sido executada por membros da facção a qual pertencia. Dias ressalta que é muito comum que isso ocorra, pois faz parte da “disciplina” da organização criminosa.

Os três homicídios investigados pela Divisão de Investigação Criminal em 2019 estavam ligados ao crime organizado. Dias lembra que isso faz com que a sociedade não se sinta insegura, mas as motivações e o autor do crime devem ser identificados durante a investigação.

“Recentemente houve a apreensão de três armas e a gente não sabe se isso teve a ver com o desacerto deles. O fato é que ele era um criminoso e a sociedade não foi prejudicada com isso. Pela arma, a hipótese é de que o assassino seja de fora, assim como ocorreu em outro crime no início do ano”, lembra o delegado.

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