A equipe do OCP foi até o estande do Clube de Tiro Jaraguá para saber um pouco sobre o mundo dos CACs (Caçadores, Atiradores e Colecionadores).

Na chegada, a entrada gradeada e com identificação prévia já mostra que a equipe está entrando em um ambiente com acesso controlado.

Na parte social há meses de ping-pong, sinuca e uma área para crianças. O local fica separado do estande por uma parede reforçada.

No espaço com videomonitoramento, as regras de segurança são rígidas e muito importantes para evitar acidentes.

Alessandro Federici, sócio-proprietário do clube, é atirador esportivo há dez anos e explica que a história do Brasil está ligada com a do tiro.

Guilherme Paraense ganhou uma medalha de ouro no tiro esportivo nos Jogos Olímpicos da Antuérpia, na Bélgica, em 1920.

Esse foi o primeiro pódio de um brasileiro nas Olimpíadas.

 

 

Em Jaraguá do Sul, a maior festa cultural da cidade, a Schützenfest, é realizada anualmente pela Associação dos Clubes e Sociedades de Caça e Tiro do Vale do Itapocu.

As sociedades de tiro surgiram com os colonizadores alemães, uma das principais etnias na formação do que hoje é a cidade.

Caçadores, atiradores e colecionadores precisam ter um CR (Certificado de Registro).

O documento é feito através do Sigma (Sistema de Gerenciamento Militar de Armas).

Cabe ao Exército Brasileiro a fiscalização das atividades dos CACs.

Federici reitera que a atividade vem crescendo no país e é muito comum na região.

Os atiradores esportivos participam de competições, os caçadores podem atuar em áreas específicas para o fim, com registro no Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente); e os colecionadores buscam manter a história do armamento viva.

“E todas as três são muito comuns aqui em Jaraguá do Sul. Temos, inclusive, clubes de caça e tiro. Em Minas Gerais, no clube onde eu praticava, todos eram atiradores esportivos. Aqui, a gente faz o registro para essas três categorias. O CR te dá a permissão para comprar uma arma de fogo e praticar o esporte, caçar ou colecionar”, comenta Federici.

Clube recebe visitas

Uma dos pré-requisitos para retirar o Certificado de Registro é a filiação em um clube de tiro.

Além disso, o candidato a CAC vai ter que preencher uma série condições legais, como a realização de um teste psicotécnico, comprovação de vínculo empregatício e certidões negativas criminais.

De acordo com Federici, o Clube de Tiro Jaraguá é aberto para todas as pessoas que se encaixem nas condições para retirar o CR.

A comunidade pode, inclusive, procurar mais informações e entender quais são os passos para virar um atirador esportivo, caçador ou colecionador.

Ele afirma que muitas pessoas usam essa atividade como lazer para depois do trabalho ou no fim de semana, inclusive trazendo outros membros da família.

Clube conta com área social com mesa de sinuca e espaço para crianças | Foto: Fábio Junkes/OCP News

O Clube de Tiro Jaraguá oferece cursos e workshops exclusivos para as companheiras dos associados.

“Aqui, a gente preza pela família. A associação é para o titular e para os dependentes. Se um homem se associa, a mulher e os filhos também são associados. Se o menor não tiver idade para atirar, ele pode ficar na nossa área social. A partir dos 14 anos, com autorização dos pais, eles já podem praticar o tiro esportivo”, destaca.

O estande de tiro fica separado dessa área comum e, segundo Federici, é muito seguro.

O local é monitorado por câmeras e foi construído com uma parede dupla de concreto armado. Caso ocorra um tiro acidental de uma arma de grosso calibre, como um fuzil, não há risco do tiro transfixar a estrutura.

“É um local para a pessoa vir com toda a família e aproveitar ao máximo”, finaliza.

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