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Condenações por crimes sexuais contra alunos surdos somam mais de 54 anos; autores estão presos em Jaraguá do Sul

Foto: Divulgação

Por: Elisângela Pezzutti

30/09/2026 - 14:09 - Atualizada em: 30/09/2026 - 14:46

As penas aplicadas a dois homens condenados por crimes sexuais contra crianças e adolescentes surdos em Jaraguá do Sul somam mais de 54 anos de prisão. As sentenças foram proferidas pela Justiça nesta terça-feira (29), e os dois permanecem detidos no presídio de Jaraguá do Sul, onde já estavam presos preventivamente desde abril deste ano.

A investigação foi conduzida pela Delegacia de Proteção a Crianças, Adolescentes e Idosos de Jaraguá do Sul, a pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

Um dos condenados, que foi presidente da Associação de Surdos de Jaraguá do Sul, recebeu pena de 29 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado. Ele foi condenado pelos crimes de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, e pelo artigo 218-B, relacionado à exploração sexual de pessoa vulnerável.

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O segundo homem foi condenado por estupro de vulnerável envolvendo duas vítimas. A pena estabelecida pela Justiça foi de 24 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, também em regime inicial fechado.

Somadas, as duas penas chegam a 54 anos, 6 meses e 20 dias de prisão.

Como começou a investigação

Segundo o delegado Augusto Brandão, da Delegacia de Proteção a Crianças, Adolescentes e Idosos de Jaraguá do Sul, a investigação teve início depois que uma das vítimas procurou as autoridades para denunciar os abusos.

Atualmente com 28 anos, a vítima relatou que os abusos teriam começado quando ela tinha menos de 14 anos. Durante a apuração, também foram reunidos relatos relacionados a possíveis situações de intimidação e chantagem emocional.

A partir do avanço das investigações, outras vítimas procuraram a delegacia e relataram abusos que teriam sido praticados pelos dois homens, que também são surdos.

Ao longo do inquérito, pelo menos cinco vítimas foram identificadas. Conforme os relatos reunidos durante a investigação, os suspeitos teriam oferecido dinheiro em troca de atos sexuais.

Vítimas foram ouvidas com auxílio de intérpretes

O delegado Augusto Brandão destacou o trabalho realizado para conseguir ouvir as vítimas e reunir as provas utilizadas durante a investigação.

“Quero registrar aqui meu agradecimento a todas as advogadas que acompanharam as vítimas, bem como as intérpretes, que auxiliaram essas vítimas, tornando possível coletar todas as provas durante a investigação”, afirmou.

Condenados permanecem presos

Os dois homens foram presos preventivamente em abril e permaneceram detidos durante o andamento do processo. As decisões da Justiça ainda podem ser contestadas por meio de recurso.

A defesa dos condenados não foi localizada até a publicação da matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.

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Elisângela Pezzutti

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atua na área jornalística há mais de 25 anos, com experiência em reportagem, assessoria de imprensa e edição de textos.