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“Algumas vítimas eram crianças”: delegado fala sobre caso que terminou em condenações em Jaraguá do Sul

Foto: Redes Sociais

Por: OCP News Jaraguá do Sul

30/09/2026 - 11:09 - Atualizada em: 30/09/2026 - 12:10

A Justiça condenou, na terça-feira (29), dois homens investigados por crimes sexuais contra crianças e adolescentes surdos em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina. Um dos condenados é ex-presidente da Associação de Surdos de Jaraguá do Sul e recebeu pena de 29 anos e 8 meses de reclusão. O segundo investigado foi condenado a 24 anos, 10 meses e 20 dias de prisão. As informações foram repassadas ao ND Mais.

Segundo o delegado Augusto Brandão, da Delegacia de Proteção a Crianças, Adolescentes e Idosos de Jaraguá do Sul, a investigação teve início após serem identificados indícios de abusos contra vários meninos. “Foram apontados indícios de que um casal de homens surdos abusaram de vários meninos, alguns das vítimas crianças e outros adolescentes”, afirmou.

De acordo com Brandão, o primeiro investigado foi condenado pelos crimes de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, e pelo artigo 218-B, que trata de submeter pessoa vulnerável a outras formas de exploração sexual. A pena definitiva ficou em 29 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado.

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Já o segundo investigado foi condenado pelo crime de estupro de vulnerável envolvendo duas vítimas. Conforme o delegado, a pena definitiva estabelecida pela Justiça foi de 24 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, também em regime inicial fechado.

Ao longo da investigação, pelo menos cinco vítimas foram identificadas. Conforme informações divulgadas durante a apuração, os suspeitos teriam oferecido dinheiro em troca de atos sexuais. Uma das vítimas, atualmente com 28 anos, relatou que os abusos teriam começado quando ela tinha menos de 14 anos. A investigação também reuniu relatos de possível intimidação e chantagem emocional.

Os dois homens foram presos preventivamente em abril e permaneceram detidos durante o andamento do processo. A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso, mas, conforme as informações repassadas ao ND Mais, ambos permanecem presos em regime fechado.

Após a conclusão do caso, o delegado destacou o trabalho realizado para conseguir ouvir as vítimas e reunir as provas durante a investigação. Brandão agradeceu às advogadas que acompanharam os envolvidos e também aos intérpretes que auxiliaram durante os depoimentos.

“Quero registrar aqui meu agradecimento a todas as advogadas que acompanharam as vítimas, bem como todas as pessoas, intérpretes, que auxiliaram essas vítimas e que foi possível coletar todas as provas durante a investigação”, afirmou o delegado.

A investigação foi conduzida pela Delegacia de Proteção a Crianças, Adolescentes e Idosos de Jaraguá do Sul, após solicitação do Ministério Público de Santa Catarina. A defesa dos condenados não foi localizada até a publicação da matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.

 

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Publicação da Rede OCP de Comunicação