Uma comerciante de 40 anos perdeu cerca de R$ 10 mil após cair no golpe do WhatsApp clonado em Jaraguá do Sul.

Nesta semana, ao anunciar um veículo na internet, ela foi contatada pelo telefone e acabou sendo induzida a dizer o código que deu o acesso da sua conta no aplicativo aos bandidos.

De acordo com a vítima, que preferiu não se identificar, o site em que anunciou o carro pediu uma verificação do anúncio por e-mail.

Sem saber se sua mensagem publicitária havia sido validada, recebeu uma ligação do golpista se passando por funcionário do site de vendas pela internet.

 

 

“Eu achava que era realmente um atendente do Mercado Livre. Ele tinha uma maneira articulada de falar, não cometia erros de português e parecia muito profissional. Enquanto eu falava, eu escutava aquele barulhinho do teclado”, comenta a vítima.

O estelionatário pediu para confirmar alguns dados do anúncio feito pela vítima. Pensando estar realizando algum procedimento para liberação do serviço, respondeu todas as perguntas feitas pelo suposto atendente. O golpe já estava em curso e o bandido tinha conquistado a confiança da comerciante.

“Então, ele me disse que, por questões de segurança, me enviaria um código por SMS para que o meu anúncio fosse ao ar. Ao passar os quatro números para ele, o atendimento seria finalizado. Ele me mandou pela primeira vez e não deu certo, mas na segunda, deu”, lembra.

Clonagem e mensagens

Após falar o código, o estelionatário encerrou a chamada. Em seguida, a vítima recebeu uma ligação repetindo os números que havia repassado para o golpista. Dois minutos depois, o aplicativo não funcionou mais.

“O WhatsApp parou de funcionar e já não era mais meu, porque o aplicativo estava funcionando no aparelho dele. Eu fiquei um pouco confusa porque achei que fosse uma atualização do próprio WhatsApp. Como teve aqueles apagões, eu achei que seria um problema do aplicativo”, descreve.

Ao chegar no trabalho, a vítima recebeu uma ligação da sua cabeleireira pedindo informações sobre a sua conta e pedindo para fazer uma transferência.

O golpista estudou rapidamente o modo que a comerciante se comunicava nas conversas e pediu R$ 1.700 para a prestadora de serviços através do aplicativo.

Durante todo o dia, o golpista falou com os contatos da vítima através do aplicativo e até chegou a dar ordens para uma das funcionárias da empresa.

Ao todo, quatro pessoas depositaram cerca de R$ 10 mil. Os saques eram feitos cerca de meia hora depois das transferências.

Dicas

O delegado regional Fabiano dos Santos Silveira afirma que muitas pessoas têm sido vítimas desse golpe em todo o Estado.

Segundo ele, as pessoas precisam ter mais cautela e devem evitar passar qualquer tipo de informação por telefone. A Polícia Civil dá algumas dicas:

  • Ative a verificação do aplicativo WhatsApp em duas etapas;;
  • Nunca repasse o código fornecido por SMS, tão pouco qualquer outra informação sem confirmação com a empresa por meio de canais oficiais;
  • Fique atento a dados conflitantes nas mensagens recebidas;
  • Em regra, as grandes empresas de compra e venda pela internet não mantêm contato com clientes através de aplicativos de mensagens.

 

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