O comandante do 14º BPM (Batalhão de Polícia Militar), tenente-coronel Valdeci Oliveira da Silva, comentou a ocorrência de falsa comunicação de crime envolvendo uma servidora de uma escola em Massaranduba.

Valdeci destacou a comoção social que o caso ganhou em poucas horas, principalmente por conta da relação que as pessoas fizeram com a chacina em Saudades.

O tenente-coronel classificou o fato como uma "brincadeira de mau gosto".

 

 

De acordo com o comandante, por volta das 19h40 desta segunda-feira (17), uma ligação para o número 190 informou sobre um possível ataque à Escola de Ensino Básico General Rondon, no Centro.

A informação repassada por telefone era de que um homem entrou na escola e teria agredido uma professora.

“A Polícia Militar deu uma pronta resposta e chegou rapidamente na escola. Assim que chegaram no local, as guarnições perceberam que havia algo diferente do que foi relatado. A ocorrência não se tratava de um possível ataque e, se confirmado, seria uma tentativa de furto frustrada pela funcionária”, conta.

Imediatamente, as guarnições realizaram buscas por suspeitos e um levantamento de informações com testemunhas, além da própria vítima, uma zeladora de 52 anos.

Através da análise das imagens de câmeras, os policiais militares perceberam contradições nas versões dadas pela servidora.

“Isso nos levou a confrontar essas versões e logo se concluiu que algo errado estava acontecendo, que havia a possibilidade de uma falsa comunicação de crime. Durante a madrugada, essa possível vítima acabou confessando que fez uma simulação da ocorrência e que tinha a intenção de trazer mais segurança para o estabelecimento onde trabalha e da filha que trabalha numa creche”, afirma.

A mulher foi conduzida para a Central Regional de Plantão Policial de Jaraguá do Sul. Lá, a zeladora confirmou os fatos.

Valdeci descreve o desfecho da história como “inusitado”.

O tenente-coronel lembra que tudo começou com uma ocorrência gravíssima, que ganhou uma repercussão enorme no Estado, mas que se tratava de uma mentira.

“No início, alguns canais nas redes sociais alardearam imediatamente a informação na forma mais grave, de que seria um ataque à escola. Isso foi o que gerou o grande transtorno. Nós ficamos surpresos com a postura da pessoa de gerar um fato dessa natureza, que gerou um clamor social e que mexeu com a sensação de segurança das pessoas, em um momento em que as pessoas precisam se sentir seguras, tranquilas e com menos ansiedade”, frisa.

Valeci esclarece que a região é extremamente segura e que os órgãos de segurança dão uma resposta rápida para as ocorrências envolvendo escolas.

O oficial classifica o fato como “uma brincadeira de mau gosto” e que trouxe prejuízo para toda a sociedade.

“Essa ocorrência gerou toda uma máquina pública e nos desaponta. Nós esperamos que isso nunca mais ocorra”, finaliza.