“Chefão do novo cangaço”, investigado por mega-assaltos em Criciúma e Blumenau é preso em SP

Foto: Wagner Morente/ Guarda Civil Municipal de Limeira Foto: Wagner Morente/ Guarda Civil Municipal de Limeira

Segurança

Por: OCP News Criciúma

quarta-feira, 07:20 - 13/01/2021

OCP News Criciúma

Policiais civis da 5ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Furtos e Roubos a Bancos (Deic) de São Paulo prenderam David Marques dos Santos, de 45 anos, apontado como um dos principais envolvidos nos mais audaciosos roubos no Brasil e Paraguai, nesta manhã (13), em Limeira (SP). A participação dele no mega-assalto registrado em Criciúma no ano passado é investigada.

Segundo a Polícia Civil, o preso é especialista em invasões e explosões de empresas de transportes de valores, agências bancárias e aviões pagadores. Também um dos implementadores da formação de bandos para atacarem cidades, modalidade conhecida como “novo cangaço”.

"A equipe sempre manteve o criminoso sob investigação. Mesmo com as poucas informações sobre o suspeito foi possível identificar um imóvel usado por ele. O local acabou cercado e não teve resistência por parte do procurado durante a prisão. A casa foi inspecionada. Nenhum tipo de armamento ou explosivo foi encontrado no local", informou a corporação.

Fotos: Divulgação Deic/SP

Resgatado

Ele estava foragido desde 2014, quando foi resgatado por integrantes da quadrilha do Centro de Detenção Provisória de Franco de Rocha, na Grande São Paulo. O estabelecimento prisional foi atacado por indivíduos armados de fuzis. Ele conseguiu fugir e permaneceu solto até hoje.

As apurações apontam sua participação nos roubos de malotes em aviões pagadores nos aeroportos de Blumenau, também em Santa Catarina, e Viracopos, em Campinas, em 2019. Numa das ações ele perdeu o irmão durante troca de tiros.

Ele também é suspeito de participar de interceptações de 3 carros-fortes na rodovia dos Tamoios, em Paraibuna, no Vale do Paraíba.

Em 2016 o “assaltante fantasma” se envolveu no ataque a uma transportadora de valores em Santo André, no Grande ABC, e na cidade de Santos, além de liderar a invasão a uma base de transporte de valores no Paraguai, considerado o maior roubo ocorrido até então naquele país.

Precursor

O preso também é um dos precursores do “novo cangaço” e, nos anos 2000, já era investigado por invasões em bando de cidades no interior da Bahia, Pernambuco e Maranhão. Os alvos eram agências bancárias e casas lotéricas.

 

 

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