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Bombeiros ou Samu? Entenda as diferenças e saiba qual deles chamar em cada situação

Foto: Brenio Esaki/Agência Saude/DF

Por: Elisângela Pezzutti

07/02/2026 - 11:02

Quando precisamos de socorro, o telefone é nosso primeiro aliado. No entanto, é fácil confundir os diferentes serviços e números de emergência. Conhecer essas diferenças pode economizar tempo e salvar vidas.

Os principais serviços são o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e os Bombeiros. O Samu está disponível pelo telefone 192 e funciona de forma gratuita, 24 horas por dia, todos os dias. Os profissionais são focados em atendimentos de serviço pré-hospitalar e em incidentes que precisam de socorro médico.

O Samu – 192 deve ser chamado quando há:

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· Dores súbitas na região do peito,

· Situações de intoxicação e envenenamento,

· Ocorrência de problemas cardiorrespiratórios,

· Ocorrência de maus tratos,

· Queimaduras graves,

· Tentativas de suicídio,

· Trabalho de parto com risco de morte,

· Queda acidental,

· Crises convulsivas,

· Agressão por arma de fogo ou arma branca,

· Acidentes de trânsito com atropelamento ou traumas com vítimas,

· Traumas no tórax, abdômen, crânio e fraturas,

· Crises hipertensivas,

· Suspeita de AVC (também conhecido como derrame), com sintomas como alteração súbita na fala, perda de força em um lado do corpo e desvio da comissura labial,

· Afogamentos,

· Choque elétrico,

· Soterramentos e deslizamentos,

· Desabamentos,

· Situações com risco de morte ou sofrimento intenso

Já os Bombeiros atendem pelo número 193. Eles são especialmente dedicados a ações de ação e prevenção, como combate a incêndios, resgate veicular, na montanha, salvamentos aquáticos e verticais e situações de emergência. Em Jaraguá do Sul, os Bombeiros Voluntários prestam esse serviço, e eles também funcionam todos os dias, sem interrupção.

Os Bombeiros – 193 devem ser chamados quando há:

· Incêndios,

· Salvamentos aquáticos,

· Tentativas de suicídios,

· Choque elétrico,

· Soterramentos e deslizamentos,

· Acidentes com pessoas presas às ferragens,

· Vazamento de produtos tóxicos,

· Pessoas perdidas em mata, mar ou montanha,

· Resgate em alturas,

· Queda de altura superior a 7 metros,

· Situações como risco de morte ou sofrimento intenso.

Neilor Vincenzi, comandante dos Bombeiros Voluntários de Jaraguá do Sul, aponta que é importante entender a situação antes de fazer a ligação. Ele diz que o SAMU, por exemplo, pode administrar medicamentos específicos em casos médicos, enquanto os Bombeiros podem oferecer somente oxigênio. “Nosso atendimento vai ser imobilizar a vítima e encaminhá-la para o hospital [nesses casos]”, explica.

A diferença reside na dedicação dos serviços. Se for necessário, eles podem se complementar; por exemplo, o SAMU pode acionar os Bombeiros se uma vítima deve ser resgatada de um deslizamento, e vice-versa se uma pessoa precisa de medicação específica para alívio de sintomas e de tratamento de urgência.

“Há situações em que até a Polícia pode ser acionada [pelo serviço que está prestando o atendimento]”, afirma Vicenzi.

Que informação devo passar?

O procedimento para contato é simples e similar entre o Samu e os Bombeiros, mas, em ambos os casos, é importante manter a calma para que o atendente entenda a situação e encaminhe o resgate o mais rápido possível. As informações que devem ser fornecidas são:

· Endereço (com ponto de referência),

· O que está acontecendo,

· Quantidade de vítimas,

· Se são adultos ou crianças,

· Se a vítima já possuía alguma situação médica anterior.

É importante permanecer na linha até o final do atendimento e os serviços devem ser acionados novamente se houver qualquer mudança na situação da pessoa.

Quando não chamar?

Há também situações em que os serviços não devem ser acionados. Nesses casos, os pacientes devem ser encaminhados para as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou Centros Médicos mais próximos.

Eles incluem quadros de:

· Febre prolongada,

· Dores crônicas,

· Vômito e diarreia,

· Transporte de pacientes para consulta médicas ou exames,

· Transporte de óbito,

· Dor de dente,

· Transferência sem regulação médica prévia,

· Trocas de sonda,

· Corte com pouco sangramento,

· Entorses,

· Cólicas renais,

· Transportes inter-hospitalares de pacientes de convênio,

· Situações que não configuram urgência ou emergência médica.

Já casos que envolvam violência, assaltos, agressões e brigas devem ser encaminhados para a Polícia pelo telefone 190.

 

 

 

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Elisângela Pezzutti

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atua na área jornalística há mais de 25 anos, com experiência em reportagem, assessoria de imprensa e edição de textos.