Um adolescente de 17 anos foi torturado por dois seguranças de um supermercado em São Paulo. O caso aconteceu no mês de agosto, mas só começou a ser investigado na última segunda-feira (2), quando um vídeo das agressões chegou ao conhecimento público.

 

 

Conforme o Boletim de Ocorrência registrado, a vítima - que é moradora de rua desde os 12 anos - teria tentado furtar barras de chocolate no supermercado Ricoy, localizado na Vila Joaniza, na capital paulista. Ela foi descoberta pelos seguranças e levada para um depósito no fundo do estabelecimento. No local, a tortura teve início.

O jovem foi despido e amordaçado para abafar os gritos. Com fios elétricos trançados, os seguranças começaram a chicoteá-lo. Segundo o adolescente, a sessão de tortura durou cerca de 40 minutos.

Enquanto apanhava e tentava defender-se, os seguranças mandavam que ele colocasse as mãos para frente para não bloquear os golpes. Depois de uma chicotada que machucou bastante o adolescente, um dos seguranças provoca: "Não quebrou nada, não". O outro ainda ameaça: "Vamos ter que ter matar".

A vítima também relatou que, após ser liberada, os autores da agressão ameaçaram matá-la caso eles fossem denunciados. Os dois suspeitos já estão sendo investigados, e a pena para crime de tortura pode chegar a oito anos de prisão.

Em nota, a Ricoy classificou a tortura como "gratuita" e "sem sentido", e afirmou ter disponibilizado um assistente social para falar com a vítima e familiares. De acordo com a empresa, os seguranças eram de uma empresa terceirizada e não mais prestam serviços ao supermercado.

 

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