Os vereadores de Jaraguá do Sul demonstraram estarrecimento com o crime ocorrido na manhã da terça-feira (4) no município de Saudades, no oeste de Santa Catarina, quando um jovem de 18 anos invadiu uma creche armado com uma espada e matou três crianças e duas professoras.

Ainda na sessão desta terça-feira (4), eles prestaram condolências às famílias das vítimas e também discutiram a segurança nos Centros de Educação Infantil jaraguaenses.

A vereadora Sirley Schappo (Novo) relatou ter sido procurada por pais de crianças que utilizam CMEIs em Jaraguá do Sul. Eles pediram que o Legislativo interceda junto à Prefeitura para que sejam feitos reparos em portões de três unidades que, segundo os pais, estão com defeito.

Schappo, que trabalhou na Educação do município por mais de 30 anos, adverte que o mal estado de conservação dos portões dos CMEIs facilita a entrada de pessoas que queiram cometer esse tipo de delito.

Ela lembra que, em Jaraguá, a população tem uma grande sensação de segurança, por ser uma cidade com baixo índice de violência, e que dificilmente passaria pela cabeça dos moradores que esse tipo de crime possa acontecer no município.

“Eu penso que esse mesmo sentimento deve ter acontecido na cidade de Saudades. Nunca pensaram que poderiam passar por uma situação dessas”, frisa.

Para a vereadora Nina Santin Camello (PP), o Poder Público precisa investir em políticas públicas voltadas à saúde mental, para que pessoas como o jovem que cometeu essa chacina sejam identificadas e tratadas da melhor forma possível.

Ela também reconhece que as famílias vítimas desse crime jamais imaginariam que pudessem passar por essa situação.

Jeferson Cardozo (PSL) pediu ao Executivo que coloque um guarda em cada CMEI do município para dar segurança às crianças e às professoras. Ele lembra que massacres como esse já aconteceram nos EUA, já aconteceram em São Paulo e, agora, em Santa Catarina.

“O que impede que aconteçam em Jaraguá?”, questionou.

O vereador Luís Fernando Almeida (MDB) advertiu que o Código Penal brasileiro é do ano de 1940 e que está muito defasado. Por isso, as punições para esses crimes são muito brandas e acabam incentivando-os. Para ele, é preciso que as lideranças regionais comecem a discutir o assunto, a fim de atualizar o Código e endurecer as penas.

Ele lembrou que o jovem que realizou a chacina completou 18 anos há cerca de um mês e, por isso, provavelmente vai ser tratado como um criminoso de menor periculosidade, tendo a pena abrandada pela Justiça.