As mudanças no governo Lunelli não param de acontecer. Desde a última segunda-feira (4), o nome à frente da Diretoria de Trânsito e Transportes deixou de ser Irio Riegel e, agora, quem comanda as ações é um velho conhecido dos jaraguaenses, o ex-comandante da Polícia Militar, coronel Gildo Martins de Andrade Filho.

Aos 50 anos, Andrade assume a diretoria que, segundo ele, possui inúmeros desafios e muitas frentes para serem atacadas.

Após três décadas na Polícia Militar, seu nome é tido como uma das grandes apostas do município para 2019.

Apesar de citar grandes desafios e muitas ações, o novo diretor não hesita ao eleger sua principal prioridade: o transporte público.

O orçamento previsto para a Diretoria deve permanecer semelhante ao do ano passado, segundo ele, aproximadamente R$ 12 milhões.

Confira a entrevista.

Qual o maior desafio nesses primeiros meses?

São muitas as frentes que precisam ser atacadas. A questão do transporte coletivo, a questão do fretamento, a questão da sinalização do município, a questão da linha férrea, enfim, uma série de situações que merecem atenção.

 

O mais importante de momento, que já vem de algum tempo e é o "calcanhar de Aquiles" é a questão do transporte coletivo.

 

Merece uma atenção e possivelmente nós tenhamos uma solução ao longo desse ano, em razão até das ações realizadas pelo ex-diretor Irio Riegel e toda a equipe da Prefeitura.

Há alguma previsão para que a licitação seja lançada de fato?

A intenção da administração é que neste ano seja resolvido. Neste ano devemos ter uma solução definitiva do transporte coletivo, com a readequação do número de linhas e, a principal delas, a redução do valor da tarifa.

 

Uma das boas novidades que nós teremos com essa nova licitação do transporte coletivo será a redução do valor da tarifa de modo substancial.

Há previsão e planos para a regulamentação dos serviços de Uber em Jaraguá do Sul?

Isso deve ser resolvido o mais breve possível, até para evitar esse conflito e efetivamente regulamentar a atividade do Uber que hoje está na ilegalidade. Além de legalizar, também traz arrecadação de impostos para o município.

 

Teremos toda uma regulamentação em torno dessa situação e isso acaba se tornando interessante para o próprio taxista por deixar de ser uma concorrência, vamos dizer assim, desleal, como ocorre hoje.

 

E aí é questão de lei de mercado, quem vai operar com o melhor serviço, melhores preços, isso quem vai dizer é o cidadão. A previsão é para que isso seja atacado depois do transporte coletivo, que é a prioridade.

Existe algum plano para tentar retirar a linha férrea do trecho urbano? O que pode ser feito para minimizar o impacto dela?

Na verdade temos muitos planos e planos já de décadas, mas é uma coisa muito cara. A maior cidade do Estado, que é Joinville, a maior cidade em população, a cidade mais rica do Estado, até hoje não conseguiu.

 

Então, para nós vai ficar uma situação realmente muito difícil. Nós temos que ter bem claro que vamos conviver muito tempo com a linha férrea. Não existe uma previsão para que a linha férrea deixe de nos acompanhar aqui na área central da cidade.

O que o jaraguaense pode esperar de grandes obras no trânsito neste ano?

A principal delas tem ligação direta com essa questão da mobilidade, da fluidez, é a implantação dos chamados semáforos inteligentes. Não existe ainda uma estimativa, mas podemos dizer que será algo em torno de 15 equipamentos nesse primeiro momento.

 

Ele se programa automaticamente de acordo com o fluxo de veículos. Esse possivelmente seja o principal ponto de melhoria imediata para toda a população, que será mais visível em um primeiro momento.

Há alguma região na qual exista um problema crônico de trânsito em Jaraguá do Sul?

Temos problemas pontuais localizados. Temos alguns pontos a serem atacados, algo em torno de cinco a 10 pontos que merecem uma atenção maior.

 

Entre eles estão: cruzamento da Rede Feminina, o viaduto, a Bernardo Grubba com a Epitácio Pessoa, a rua Rio de Janeiro, o bairro Czerniewicz, a  25 de julho, o início da Ilha da Figueira, a Bertha Weege e a saída da Malwee.

 

São algumas situações pontuais que vamos estudar para conseguir programar ações para minimizar o problema, porque resolver, não se iludam, não tem como resolver, isso é um fato.

 

 

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