O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quarta-feira (29) a nomeação do novo diretor-geral da Polícia Federal Alexandre Ramagem. A decisão é liminar. O governo ainda não se pronunciou a respeito.

Alexandre Ramagem iria substituir Maurício Valeixo, que foi demitido a pedido do presidente na semana passada e que levou ao pedido de demissão do ministro da Justiça Sérgio Moro.

O que foi levado em conta agora para a suspensão da posse pelo STF seria a questão de Ramagem ser amigo da família Bolsonaro e portanto ter sido escolhido pelo presidente para comandar a PF.

Em sua decisão, o ministro do STF citou as alegações do ex-ministro Moro quando informou por meio de coletiva de sua saída na semana passada e destacou que as afirmações do ex-ministro da Justiça que dão conta de que o presidente Bolsonaro queria "ter uma pessoa do contato pessoal dele” no comando da PF, “que pudesse ligar, colher informações, colher relatórios de inteligência.”

O ministro Alexandre de Moraes ressaltou que ainda em sua decisão liminar que a revisão judicial tem como propósito impedir atos incompatíveis com a ordem constitucional, principalmente sobre as nomeações para cargos públicos, que "devem observância não somente ao princípio da legalidade, mas também aos princípios da impessoalidade, da moralidade e do interesse público", destacou.

 

 

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